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Ponto de Vista: Atrações investem um novo jeito de fazer jornalismo

Por anos o jornalismo televisivo teve formatos limitados, como o do Globo Repórter e Jornal Nacional. O último, inclusive, por quatro décadas foi daquele mesmo jeitinho: apresentadores na bancada anunciando as notícias, repórteres relatando o acontecido e só. De uns tempos para cá a atração se tornou mais próxima do telespectador, mais informal, mas ainda assim praticando basicamente o mesmo jeito de fazer jornalismo de sempre.

Até que surgiu Caco Barcellos e o Profissão Repórter, onde os jornalistas em formação aprendem enquanto nos informam. Essa “aventura” dos profissionais novatos chamou a atenção do público apreciador da informação e de bons formatos e se tornou um produto vitorioso na telinha, uma prova de que sim, é possível inovar mesmo em um noticiário.

E agora quem surpreende é a Band com A Liga, uma das novidades de sua nova grade que assim como o Profissão mostra um envolvimento maior dos profissionais com a reportagem, a ponto de conviverem com mendigos ou garotas de programa, como se também fizessem parte desse mundo.

Assim como o programa de Caco A Liga tem sido bem recebida pela crítica e pelo público que tem garantido média de seis pontos ao programa, um feito quando se trata da Band.

Em resumo, as duas atrações dão a certeza de que sim, é possível inovar e especialmente produzir algo com conteúdo e qualidade que resulta em audiência e faturamento, as duas “palavras chave” que garantem a permanência de uma produção na TV – basta ter vontade de fazer diferente.

E o mais importante: têm o mérito de chamar a atenção dos telespectadores para a informação e estão contribuindo para os debates em nossa sociedade, nos colocam para pensar e questionar.

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