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Só as mães são felizes dá lição de vida e emociona

Fiz o que há muito desejava: li Só as mães são felizes, de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza.

Nosso poeta partiu cedo e, apesar dos poucos anos de vida, deixou um acervo incrível de músicas que estão na ponta da língua de gerações, foi um dos ícones das décadas de oitenta e noventa seja por sua criatividade, rebeldia ou luta contra a Aids em uma época em que pouco se sabia sobre a doença.

E os relatos de Lucinha, no livro, chegam ser chocantes. Não poupou detalhes.

Muitas mães tem seus filhos como príncipes, seres incapazes de atos ilegais ou maldosos. E mesmo que saibam dos erros da cria, passam a mão na cabeça.

Ela poderia ter omitido um monte de fatos, ter tentado mostrar aos fãs um lado menos cheio de aventuras, bebidas e drogas. E sexo.

Não, Lucinha foi fundo. Das descrições sobre o quanto Cazuza era carinhoso às explosões – inclusive com a própria mãe -, a vida rebelde até no auge da doença, o gênio musical… tudo!

Diversas vezes me emocionei. São relatos tão intensos que é possível visualizar toda a angustia vivida por essa família.

Uma leitura que nos leva a uma das melhores fases da música brasileira e expõe com total transparência a trajetória de um dos compositores/cantores que segue vendendo e encantando mesmo após duas décadas de sua partida.

One thought on “Só as mães são felizes dá lição de vida e emociona”

  1. borboleta livre says:

    o Filme foi derivado deste livro e como a maioria das vezes o livro deve ser melhor do que o filme.(e já falaram que o filme amenizou). Dizem que até a escolha da Marieta Severo foi porque o Cazuza dizia que ela se pareciam
    ass Cláudia Taissa

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