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“Império”: Othon, Nero e Lilia fazem de capítulo final um espetáculo

“Império” saiu de cena ontem (13) como a melhor novela das 21h desde “A Favorita” (opinião da coluna, cada um tem a sua!). Não achei “Avenida Brasil” essa Coca-Cola toda, exceto quando o assunto é Carminha: o trabalho de Adriana Esteves foi sensacional.
Já “A Favorita”, foi a produção que basicamente revolucionou o jeito de se fazer histórias para o segmento no país, com a ideia ousada de o público somente descobrir quem era a vilã no meio do percurso. Na sequência, vários folhetins ficaram no quase.
“Passione”, “Insensato Coração”, “Avenida Brasil”, “Salve Jorge” e “Amor à Vida” tiveram seus bons momentos, mas terminaram deixando a sensação de que ficaram devendo alguma coisa. E isso apesar do fenômeno de repercussão que foi “Avenida”. Com “Império”, além de superar as demais, Aguinaldo Silva escreveu seu melhor trabalho desde “Senhora do Destino”.
Pesou contra o entrecho o fato da Globo ter esticado “Império” além do necessário, fator que também deu uma boa derrubada em “Boogie Oogie”. Novelas menores são mais atraentes porque evitam o famoso embromation. Fosse menor, “Império” teria sido redondinha. Além disso, Silva, que estava adiantadíssimo, ficou nas mãos de Drica Moraes, que, sem culpa alguma, estava com a saúde debilitada e não rendeu o quanto Cora pedia. Depois, o novelista teve que correr contra o tempo com a troca de Drica por Marjorie Estiano.
O veterano, no entanto, saiu-se bem. As qualidades superam com vantagem os defeitos e, nesta sexta-feira, com um capítulo repleto de espetáculos de Othon Bastos, Alexandre Nero e Lilia Cabral, a produção se despediu superando os índices da antecessora, “Em Família”. Aguinaldo fez milagre, pois pegou o horário derrubado após a rejeição sofrida pela trama de Maneco e ainda enfrentou horários de verão e político, festas de final de ano e Carnaval.
Sobre o Comendador, achei compreensível a morte de José Alfredo. Acabaram as brigas por poder ou entre Marta e Isis. O que se viu ali, foi que ele partiu e isso uniu os familiares, agora sem a companhia de José Pedro. Tenho lá minhas ressalvas sobre ele ser Fabrício Melgaço ou a relação entre o filho de Zé com Silviano e Maurílio, mas…
O importante é que finalmente um autor deu a Othon Bastos o valor que ele merece e, dessa forma, pudemos acompanhar diversas sequências arrasadoras desse monstro sagrado. Infelizmente, para os medalhões, grandes papéis são contados nos dedos. Pergunto: depois de “A Favorita”, Mauro Mendonça e Ary Fontoura conquistaram o mesmo destaque? Pois é, salve Othon Bastos, e que Silviano lhe traga outros papéis à altura de seu talento!
E que em “Babilônia” Gilberto Braga volte aos bons tempos. O presente do autor está aquém de obras como “Celebridade”, “Vale Tudo” e outras que fizeram história…

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