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A Liga mostra que a "nova Band" tem potencial para brigar

Estreou ontem na Band o programa A Liga, com Rafinha Bastos e cia.

Confesso que fui assistir sem a menor expectativa, apenas para fazer “sala de espera” enquanto a Globo exibia Casseta & Planeta.

Depois não consegui mais sair e tive que deixar gravando o Força Tarefa.

A atração mostrou um duro retrato da realidade, algo que eu, como jornalista, não conseguiria fazer. Me emocionaria demais, e, só pela força dos profissionais envolvidos em segurar essa peteca, já foi um super ponto positivo.

Teve algumas questões que nos fizeram pensar: como uma mulher sem casa, que “mora” em frente a uma agência bancária, coloca tantas crianças no mundo e ainda critica os assistentes sociais que a privam do contato com os filhos?

Quantas pessoas como aquele senhor que vendeu um aparelho de celular e com esse dinheirinho queria bancar o almoço de dois moradores de rua existem por aí?

Mas o que mais me chocou, mesmo, foi ver aqueles meninos viciados agindo como se fossem adultos. Um deles disse: “Dessa eu não vou sair não”, ou seja, qual a expectativa de vida dessas crianças sem futuro nas ruas de nosso país?

Ver tudo isso foi muito chocante e o estilo de A Liga lembrou muito o do Profissão Repórter, ou seja, um novo jeito de fazer jornalismo.

E eu achei que a Band, dessa forma, começou com o pé direito sua nova programação. A Liga tem potencial e tudo para fazer bem mais sucesso que o CQC.

A audiência não decepcionou: média de 5,7 (seis) e picos de oito.

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