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A odisséia do telespectador em busca da grade perdida

Se tem uma coisa que eu realmente lembro da minha infância, é da minha paixão por televisão. Programas de auditório, novelas, seriados… lembro de muita coisa.

E desde que me entendo por gente, sofro com emissoras que mudam sua grade de programação de forma constante. Imagine uma criança no alto dos seis anos já ficando confusa com os horários dos programas do SBT?

Pois é. Desde a mais tenra idade eu já sofria com a lendária mania do Silvio Santos de mudar todos os horários a cada dor de barriga. Se antes eu sofria para acompanhar Chaves e Chapolin, sendo obrigada a assistir desenhos animados que não gostava tanto, hoje sofro para acompanhar seriados como Men in Trees.

O exemplo do SBT é tão lendário que outras emissoras estão seguindo o mesmo exemplo, como Band e Record. E o pior é que o exemplo é negativo, pra não dizer que essa tática é uma cagada.

Como uma rede de televisão pretende fidelizar seu público sem que o principal esteja estabelecido?

Nem estou falando de qualidade, – o critério é subjetivo e o artigo é raridade no mercado – mas simplesmente de respeito.

Como conseguirei sentar em frente a TV, disposta a assistir um programa se nem ao menos sei que horas ele começa?

Palavra de quem precisa acessar os sites das emissoras para saber que horas devo esperar que House, ou Men in Trees comece… e ainda calcular uma margem de atenção, pois diferenças de quinze minutos entre o previsto e o real acabam com a paciência de qualquer um.
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* Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)

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