Histórias Cruzadas é de cortar o coração

Esse é um longa difícil de assistir e não é por ser ruim. O problema é saber que situações como as relatadas aconteceram, acontecem e, infelizmente ainda serão realidade a curto e longo prazo. O tempo passa e, por mais que as lutas contra o preconceito sejam frequentes, ainda existem pessoas com pensamento pequeno.

Ora, e não vimos o rapazinho ser quase desfigurado por imbecis porque ele defendeu um morador de rua? São histórias inacreditáveis que estão em nosso dia a dia.

Outro detalhe importante: no caso o preconceito que a gente vê em Histórias Cruzadas não é restrito aos negros pois bem sabemos que muitas patroas tratam suas empregadas como animais ou seres estranhos, independente da cor da pele.

Louças, talheres e banheiros próprios, para evitar infecções; nada de abrir a boca ou demonstrar maior intimidade; quer dinheiro? trabalhe; tá com algum problema? se vire!

São vários os momentos tocantes e, se a gente pensar, é uma proporção totalmente injusta. Eram várias as megeras contra duas mulheres capazes de olhar do lado e enxergar semelhantes.

Eu destacaria quando Skeeter descobre a verdade sobre a sua babá. Emociona especialmente porque estava explícito que a mãe também gostava da mulher e, o preconceito da sociedade é tão grande que ela se viu “obrigada” a dizer amém para aquela injustiça.

Continuo achando que o Oscar de melhor atriz é de Meryl Streep, o que não impede, em contrapartida, que Jessica Chastain e Octavia Spencer, especialmente a segunda, levem a estatueta pra casa.

Pena que, como sempre acontece, quando o filme – ou novela – sai de cena o burburinho gerado na luta contra o preconceito meio que tenha que começar do zero. As pessoas tem memória curta.

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