60 anos de TV: Qual o futuro da fábrica de sonhos?

A televisão é uma paixão dos brasileiros, não há como negar. Para muitas famílias é sagrado, por exemplo, assistir ao Jornal Nacional e a “novela das oito”. 
Num encontro em família, bate papo com amigos ou um dia no salão de beleza é comum o assunto girar em torno dos dramas da novela ou das eliminações de um reality show como o Big Brother Brasil.
É complicado falar em futuro quando o presente é desastroso. As emissoras brasileiras sofrem com dois grandes problemas: a falta de criatividade e a falta de respeito. É muita falta com 24h de programação para preencher.
O que acontece é que na maioria das vezes com tantos canais abertos disponíveis é difícil encontrar algo que salve. E sempre foi assim, com um ou outro período melhor.
Mas a verdade é que realmente parece que a TV de antes era melhor que a de hoje.
Fazendo uma varredura em nossa memória ou fazendo uso do acervo do YouTube essa percepção ganha força.
É notável, inclusive, que o gosto das pessoas também mudou: antes o que era super bacana seria um mico na TV atual. Imagine Xuxa usando “xuxinhas” e suas famosas botas ou o Bozo comandando um infantil?
Não dá pra imaginar mesmo porque as crianças aparentemente já nascem querendo ver programas de adultos. Com isso, essa é uma memória que a geração atual não terá.
Irão se lembrar de que? De quem brigou com quem no BBB ou do quanto a Record fazia sensacionalismo?
Portanto, se a TV já se encontra em um nível deplorável a tendência é estar ainda pior no futuro e eu realmente espero estar errado.
E se a TV de antes era melhor, a tendência é ser ainda pior no futuro? Tomara que não, mesmo porque a tendência é de “afunilamento”, só vai sobreviver quem conseguir segurar o avanço da internet – ou juntar-se a ela.

O que sei, com certeza, é que hoje ainda dá pra abrir um sorriso no rosto e dizer: parabéns e obrigado por existir!

* por Endrigo Annyston



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