A salvação, por enquanto, não veio com “Geração Brasil”

A salvação, por enquanto, não veio com “Geração Brasil”

26 de maio de 2014 2 Por Endrigo Annyston

 

Depois da mal sucedida em audiência Além do Horizonte, que fechou com menos de 20 pontos, ou seja, um número horroroso para o horário das 7, esperava que Geração Brasil iria de cara se estabilizar com mais de 25 pontos e levantar o horário. Ledo engano. A novela empacou e dificilmente passa dos 21 pontos.
Audiência na casa dos 30 como foi a de Cheias de Charme não esperava. Vai ser difícil uma novela das 7 chegar a este patamar nos dias atuais, mas 25 imaginei que serei possível já que considero um número bom para o horário. Assim como considero uns 23 ótimo para seis e 35 para às 21h. Mas, voltando à Geração Brasil, a trama está sem foco. Estão esquecendo disso ultimamente. Novela tem que ter alguém para odiar e alguém para torcer, ou um casal. Para odiar até temos a personagem da Renata da Sorrah, mas para torcer ainda não há um casal bem definido e o Jonas embora seja simpático não é uma figura tão popular. Talvez se ele fosse dono de um negócio mais conhecido como uma rede de televisão, de supermercados, algo mais próximo do público atrairia mais atenção. Mais isso não tem como mudar. O que se pode fazer é torná-lo maior que a Marra. Um outro ponto incomodo na novela é a citação excessiva da tecnologia. Podem estar certos de que muita gente fica boiando.
A novela é boa, tem potencial, basta aos autores deixarem a tecnologia como pano de fundo, focar melhor as histórias dos personagens para que a audiência cresça. Por hora, os índices são decepcionantes, mas como é só o começo a reversão desse quadro ruim de agora é bem provável que aconteça. Vamos aguardar, até porque tem a Copa que é imprevisível. Pode fazer muito bem ou muito mal aos índices da trama. Fico por aqui, um abraço a todos e até a próxima.
* Gilmar Moraes