Alguém aí ainda acredita em Ana Paula Padrão?

21 de março de 2013 15 Por Endrigo Annyston

Quanto rompeu com a Globo, Ana Paula Padrão disse que queria ser mãe.

Tá bom que o horário do Jornal da Globo realmente é ingrato, mas não entendo, sinceramente, qual a dificuldade de gerar um filho comandando um telejornal às 19 ou meia noite.

Tudo bem, desculpa engolida, ela foi para o SBT.

Iria operar uma revolução no jornalismo da emissora. Aí vem uma dúvida: como que alguém que quer ser mãe, e usou isso como desculpa pra mudar de canal, poderia se dedicar tanto a ponto de praticamente implantar jornalísticos em um canal onde, naquela época, o setor praticamente inexistia?

O tempo passou e, bem, o SBT Brasil nunca emplacou. Quis deixar a bancada e estreou o SBT Realidade.

Não durou muito. Silvio Santos queria a apresentadora ancorando um telejornal e ela dizia preferir ficar afastada das bancadas. Queria se dedicar a suas empresas.

Saiu da emissora e assinou com a Record. O que ela fez na nova casa? Foi para a bancada.

20 de março de 2013 terminou com uma nova informação no currículo da jornalista: estava rompendo com a Record porque queria… se dedicar as suas empresas.

Acredito que Ana Paula Padrão, como jornalista, é excelente. Vejo, no entanto, que é uma pessoa insatisfeita.

Pra mim, deixou a Globo não por querer ter um filho, ela queria o Jornal Nacional.

Depois, saiu do SBT porque seus projetos não emplacaram e ela acreditava que, por ter um nome de peso, poderia sim fazer sucesso fora da Globo.

Tentou a sorte na Record e, vamos combinar? Chegou enquanto a emissora ainda vivia um bom momento e, depois que assumiu o Jornal da Record, a audiência do informativo só fez cair.

Portanto, apesar de ser reconhecida, de ter um nome de peso e de realmente ser uma das jornalistas mais competentes do país, Padrão não atrai bons índices fora da Globo.

E ela é tão ligada a antiga emissora que vive cometendo gafes.

Ou seja, em oito anos, não teve filhos nem adotou uma criança, não deixou a bancada e muito menos se dedicou o tanto que desejava às suas empresas.

Decidi romper com a ansiedade de gerar um filho, mas penso em adotar. Não agora. Na adoção, não existe um deadline e é um gesto bonito. Mas a vida está muito boa sem filhos e, no meu ideal de felicidade, nunca houve a cena de ter uma casa cheia de crianças. 

E não fez sucesso.

Sem sucesso, e com a Record querendo diminuir o salário, nada mais óbvio que pular fora e retomar a velha história de investir em seus projetos, não?

Adriane Galisteu diria: “um filho vai mudar você”. Dá pra retomar esse projeto, também.

O difícil, imagino, é, além de tudo isso, ver Fátima Bernardes pedindo pra sair do Jornal Nacional e conseguindo emplacar nas manhãs.

A propósito: bacana a Record permitir que ela se despedisse do Jornal da Record.