Amor à esquete

Amor à esquete

22 de julho de 2013 4 Por Endrigo Annyston

Humor em novela é fundamental, pois é muito difícil aguentar um drama puro por meses sem uma válvula de escape. Mas esse humor não deve ser uma coisa solta na novela. Isso não dá certo. Já vimos acontecer em Da cor do pecado em que personagens como os pais da Bárbara, o Helinho e os Sardinhas eram praticamente deslocados da trama central e funcionavam mais como esquetes independentes. Um outro exemplo é o Cadinho e suas mulheres na recente Avenida Brasil.

Amor à vida está indo para o mesmo caminho e pior com núcleos que além de deslocados são repetitivos e infantis. Valdirene e o constante ataque aos famosos, Pérsefone e as tentativas frustradas de perder a virgindade. Tudo muito parecido com aquelas esquetes do Zorra Total e sem ter quase elo nenhum com a trama principal. Ao invés de rir dá vontade de chorar.

O Félix também irrita com seus bordões repetidos e suas gracinhas fora de hora, mas pelo menos ele é fundamental para a trama, ou seja, serve realmente para alguma coisa, sua presença é justificada. Por fim humor é importante  para uma novela, faz falta. Exemplos não faltam, novelas boas como: A vida da gente e Lado a lado poderiam ter sido ainda melhores se tivessem usado esse elemento, mas se for para colocar por colocar, sem ter nada a ver com a novela, sem ter pelo menos uma ligação coerente com a trama central é melhor que não tenha mesmo já que novela não é programa de humor para ter esquetes. Fico por aqui, um abraço a todos e até a próxima.

* Gilmar Moraes