Amor Eterno Amor não mostrou a que veio

6 de setembro de 2012 0 Por Endrigo Annyston

A autora Elizabeth Jhin começou com Escrito nas Estrelas (2010) o que seria sua trilogia de tramas que irão abordar o tema espiritualidade e reencarnação. A primeira produção obteve ótimo resultado, personagens que atraíram a audiência e fez com que a emissora tivesse índices que há muito tempo não vinham sendo alcançados. Mesmo se mostrando repetitiva e com grande barriga (período que a história não anda) em sua reta final, é notável, foi uma história emocionante e bem construída, provável reprise em Vale a Pena Ver De Novo. Pena não poder dizer o mesmo de Amor Eterno Amor, que se encerra hoje, não deixando saudade.

Somente grandes atuações não salvam nenhuma novela. Mas é a grande qualidade apontada dessa vez. Cassia Kis Magro que saiu recentemente de um grande papel, um dos maiores da sua carreira, a faxineira e vendedora de cocadas Dulce de Morde & Assopra (2011), encontrou em Melissa uma vilã que não lembrou em nada sua personagem anterior. Seja pela caracterização que lembrava as vilãs de produções infantis passando desde acessórios até vestimenta, ela conseguiu chamar atenção e se tornou até mais atrativa que a trama principal, que era a procura de Verbena (Ana Lucia Torre) por seu filho desaparecido, Rodrigo (Gabriel Braga Nunes).


Depois de Dulce, Cassia Kis Magro encarou uma vilã, tornando-se novamente o atrativo principal de uma trama

Outra atriz que merece reconhecimento é Suzy Rêgo. Com Jáqui mostrou que os anos que esteve fora da TV em nada influenciaram em sua competência e capacidade de atuar. Jaqueline era uma esposa ciumenta, possessiva e completamente desestabilizada emocionalmente. Suzy conseguia emocionar com grandes cenas da personagem, como descobrindo a traição de sua filha que armou para que uma amiga ficasse com seu padrasto ou quando se viu totalmente perdida por estar sozinha e sem uma meta profissional. Essa foi realmente a volta da atriz, não aquela personagem em Morde & Assopra, que deveria ter sido cômica, mas esteve praticamente ausente durante o andar da produção.

Suzy Rêgo conseguiu através de Jáqui mostrar sua competência em emocionar com um papel dramático

Chega a ser injusto citar apenas duas atrizes, entre o numeroso elenco que sabia representar muito bem seus respectivos papéis, entre eles Osmar Prado, Carolina Kasting, Klara Castanho, Luís Melo, Andréia Horta, os protagonistas Letícia Persiles e Gabriel Braga Nunes, entre outros. Mas Amor Eterno Amor foi totalmente parada, as tramas não se resolviam e foram se arrastando cada dia mais.

Agora, em sua reta final, a história obteve avanço, mas nos seis meses em que foi exibida se destacam algumas semanas que valiam a pena acompanhar, no geral foi cansativa e por vezes entediante. Vamos ver como será a última parte da trilogia, e torcer para que a autora consiga produzir algo ágil e que prenda o público do começo ao fim, sem se tornar repetitivo e maçante.

* do internauta Guilherme Rodrigues