Ana Maria é uma espécie de Datena mais humano

Órfão de novela das seis, o Mais Você se tornou minha companhia na faixa das 18h. Sempre gostei de Ana Maria mas hoje a admiro mais pelo que tem feito.

Já disse aqui que seu programa se tornou referência pois tem pautado muitos noticiosos do país, seja na internet, impressos ou televisivos.

E tem feito isso com total dignidade.
Acho inteligentíssimo focar o jornalismo no início do programa para não perder o público do Bom Dia Brasil, é algo que devia ter sido feito há muito tempo.
Bem, e porque a comparei com Datena? Na verdade já fizeram isso antes, mas hoje, como me vejo no papel de telespectador, posso falar com maior propriedade.

Nada de gritos histéricos ou reprises insistentes do mesmo assunto durante todo o programa ou interrupções para merchandising.
Ana Maria comenta os assuntos do dia e frequentemente tem recebido alguém envolvido em alguma polêmica, como no caso das mães que tinham filhos na creche da bruxa ou a esposa que denunciou o marido por agredir o bebê de dois meses.
E o que me chamou a atenção foi que uma delas disse “Ana Maria, por favor, não nos abandone”.
Sabe o que isso significa? Temos um sentimento de impunidade e, por medo da tão falada pizza, esse pedido quer dizer “se você se esquecer da gente, fulano pode ser solto”.

Vejo Ana como uma mãe, uma mulher sensível que se envolve com a história e, além de receber essas pessoas, conversa com especialistas que podem esclarecer os caminhos possíveis para elas e para quem assiste e de repente vive a mesma situação.

Ou seja, não é a violência pela violência, do tipo “vamos resolver na gritaria”, é propor soluções, fazer pensar.

Até digo mais: o Mais Você hoje tem me pautado, frequentemente me vejo debatendo em meu dia a dia assuntos que foram tratados ali.
Tudo isso, aliás, sem deixar a culinária, artesanato e demais pautas de entretenimento de lado.

Pena que muitos profissionais da TV não optem pelo mesmo caminho.



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