Aquele Beijo: e quem liga para o mais do mesmo?


A temporada anda bastante propícia para quem tem nas telenovelas uma boa fonte de assuntos. O clima de despedida e de boas vindas vem sendo bastante propício para quem gosta do tema. As últimas boas vindas foram dadas para “Aquele Beijo”, trama escrita por Miguel Falabella que veio no lugar da recém terminada “Morde e Assopra”.

No lugar de dinossauros, robôs, triângulos amorosos e pão-durice, temos aquilo que se propõe a ser uma comédia romântica. Propõe-se e cumpre, sob o toque de uma escrita certamente amadurecida para o gênero, cujas inovações são tão difíceis de serem aceitas e cujos resultados são tão imprevistos quanto um resultado de loteria.

Clichê? Sim, por que não? Seu autor declarou recentemente em entrevista que todas as histórias já foram contadas e o que faz a diferença é o modo de fazer isso. Se todas as premissas são banais e se todas as histórias foram contadas porque não simplesmente aceitar o fato e desfrutar de outros diferenciais? Uma narrativa diferente ou pouco usada para o gênero, por exemplo. Ou então a química entre casais, que volta e meia pareceu em desuso graças a combinações e escolhas pouco felizes mas parece ter voltado a tona.

Personagens com rápida identificação, nomes conhecidos do grande público, situações divididas entre riso, comoção e questionamento e algumas histórias de amor que vão além do amor à primeira vista. Estamos bem servidos? Veremos daqui por diante.

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* Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)



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