Aquele Beijo é um mais do mesmo e um samba do crioulo doido do Falabella

Acredito que o problema não está nem em ser um samba do crioulo doido, afinal, esse sempre foi o destaque dos trabalhos de Miguel Falabella. Toda novela ou série tem um lance “sem pé nem cabeça” com muita gritaria e quizumba.

O que irrita é o mais do mesmo sem absolutamente nenhum diferencial.

Morde & Assopra, que se encerrou antes de AB, tentou um algo mais com robôs e dinossauros. O segundo não rolou, mas a Robô Naomi encantou muita gente. Ah, e tinha o Zariguim.

Sabe, pelo menos uma coisinha tem que surpreender, te dar uma vontade louca de voltar no dia seguinte e sair comentando pelas ruas que viu e gostou.

Ora, Paraíso era um remake mas tinha a deliciosa e hilária interpretação de Cássia Kiss.

E A Vida da Gente? É um pouco de tudo o que já vimos mas tem um texto inteligente e uma Ana Beatriz Nogueira que ao mesmo tempo em que desperta ódio nos faz babar por tamanho talento.

E Aquele Beijo não tem isso, afinal, grande parte do elenco é dispensável, a começar por Fiuk. Sheron Menezes, a mocinha, com aquela cara de “ai como sou fofa” não tá convencendo nem minha avó.

Até Giovana Antonelli que é boa e a gente sabe disso está precisando de direção. A cena em que Claudia chorava porque descobriu que o namorado tinha jantado com outra e “chorou”, foi de dar pena. Parecia estar com dor de barriga.

E aí tem aquele esquema gente doida + história no mesmo ritmo + homem vestido de mulher que não pode faltar + o elenco que é o mesmo de sempre…

Dessa vez com a narração de Miguel Falabella, o que não basta pra entrar na categoria “pô, já é alguma coisa”.

Por isso digo que essa primeira semana de Aquele Beijo foi dispensável. Ainda há tempo de mudar, quem não se lembra que detestei a estreia de A Vida da Gente e hoje estou encantado?

A conferir.

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