Avenida Brasil e o excesso que gera cansaço

A segunda novela de João Emanuel Carneiro no horário nobre da Rede Globo se tornou tão famosa que já foi anunciada em Portugal como recordista em audiência, em jornais estrangeiros como a grande sensação. Aqui no Brasil foi capa da maior revista semanal que temos, músicas da trilha sonora sempre entre as mais tocadas, memes na internet, paródias tanto no teatro, quanto em vários canais, debates sobre vingança, monogamia, e mais estreitamente sobre os mistérios e segredos inacabados da trama. 

Só nós sabemos como é grande o alcance dessa produção. E ai, cansou?

Essa divulgação excessiva não é o único problema, a produção anda em círculos há algum certo tempo. Os embates de Carminha e Nina já não são mais animadores, tudo já foi dito, esclarecido e descoberto entre essas duas. Jorginho, o personagem mais chato da produção, também não rende nada em relação à briga das protagonistas. 

A nova reviravolta será quando Carminha finalmente recuperar as fotos e conseguir se vingar de Nina. Até lá a produção anda em círculos, sendo segurada pelas tramas paralelas. Zezé ganhou maior destaque, Cadinho com falência da sua firma, tendo três famílias para sustentar, Monalisa e sua mudança a Zona Sul, Roni, Suelen e Leandro formando o triângulo amoroso e assim vão movimentando a trama. 

A novela acaba em outubro e tomara que volte a ser empolgante e surpreendente como foi nos meses anteriores, o que lhe rendeu tamanha repercussão e sucesso, dentro e fora de sua emissora.

* Guilherme Rodrigues, estudante de jornalismo da UNITAU



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