Avenida Brasil vira um samba do crioulo doido

18 de outubro de 2012 0 Por Endrigo Annyston

Eu tinha expectativas de que Avenida Brasil, ao menos nessa última semana, me agradaria. Existia essa esperança por se tratar de João Emanuel Carneiro e seu histórico é muito bom, ele vem das espetaculares A Favorita e A Cura.

As duas produções com viradas sensacionais e final de tirar o fôlego.

Aí que tem Cadinho e suas mulheres, Tufão e Monalisa e demais coisinhas que vão enchendo linguiça ao invés de usarem a maior parte do tempo para o enredo principal.

O problema é ainda maior porque, quando o que de fato queremos ver entra em cena, não desse.

Esse Santiago, de minha parte, sobra nessa novela. O personagem entrou muito tarde e, do nada, passou de bonzinho fingido a grande vilão do folhetim, querendo mandar até em Carminha.

Como assim, na novela da Carminha, alguém querendo cantar de galo e, de repente, terminando como o assassino de Max, Nilo e responsável por arquitetar diversas maldades que rolaram por ali?

Sério, quando aqueles caras vestidos de preto entraram na casa da Janaina para espancar Lúcio, pensei: caraca, se não restassem apenas dois capítulos pra terminar, eu pulava fora agora mesmo.

Pra fazer sentido, esse seria o momento de um surto espetacular de Camen Lúcia. Ela que teria que ser a estrela, não coadjuvante. Faria todo o sentido do mundo se ela estivesse sequestrando Tufão, aprontando com Nina, fazendo um verdadeiro rebu.

Ocorre totalmente o contrario.

Apagaram a Nina, que já nem tinha terminado sua vingança, afinal Max desmascarou a megera, e descaracterizaram Carminha.

Agora ela salva Tufão e vira heroína?

Sinceramente, João Emanuel Carneiro, espetava muito mais de você!

#chatiado