Avenida Brasil vira um samba do crioulo doido

Eu tinha expectativas de que Avenida Brasil, ao menos nessa última semana, me agradaria. Existia essa esperança por se tratar de João Emanuel Carneiro e seu histórico é muito bom, ele vem das espetaculares A Favorita e A Cura.

As duas produções com viradas sensacionais e final de tirar o fôlego.

Aí que tem Cadinho e suas mulheres, Tufão e Monalisa e demais coisinhas que vão enchendo linguiça ao invés de usarem a maior parte do tempo para o enredo principal.

O problema é ainda maior porque, quando o que de fato queremos ver entra em cena, não desse.

Esse Santiago, de minha parte, sobra nessa novela. O personagem entrou muito tarde e, do nada, passou de bonzinho fingido a grande vilão do folhetim, querendo mandar até em Carminha.

Como assim, na novela da Carminha, alguém querendo cantar de galo e, de repente, terminando como o assassino de Max, Nilo e responsável por arquitetar diversas maldades que rolaram por ali?

Sério, quando aqueles caras vestidos de preto entraram na casa da Janaina para espancar Lúcio, pensei: caraca, se não restassem apenas dois capítulos pra terminar, eu pulava fora agora mesmo.

Pra fazer sentido, esse seria o momento de um surto espetacular de Camen Lúcia. Ela que teria que ser a estrela, não coadjuvante. Faria todo o sentido do mundo se ela estivesse sequestrando Tufão, aprontando com Nina, fazendo um verdadeiro rebu.

Ocorre totalmente o contrario.

Apagaram a Nina, que já nem tinha terminado sua vingança, afinal Max desmascarou a megera, e descaracterizaram Carminha.

Agora ela salva Tufão e vira heroína?

Sinceramente, João Emanuel Carneiro, espetava muito mais de você!

#chatiado

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