The Big C: E ainda chorei cinco minutos depois (1X13)

24 de novembro de 2010 0 Por Endrigo Annyston

Acho que aconteceu uma raridade: sempre que o internauta Guilherme diz não ter gostado de algo eu adoro e quando ele gosta… bem, costumamos divergir. Dessa vez ele disse que nunca tinha chorado tanto com uma série… eu não tinha como fazer diferente.

The Big c saiu do ar e acredito que ainda chorei por mais uns cinco minutos.

É até difícil selecionar detalhes para comentar quando essa produção foi perfeita desde o primeiro episódio, repleta de gratas surpresas como a presença de Cynthia Nixon, que ficou fixa. Agora ela será mãe de um limpinho e cheirosinho Sean, que até tem uma casa.

Olha, eu acho que Cathy se segurou e muito, eu teria descido o sarrafo naquelas filhas ordinárias de Marlene. Não a toa a mulher era amargurada e sozinha, né?

Mas acho, contudo, que posso destacar dois momentos:

Adam, que parecia não ter coração, na verdade imagino que não tinha sentido a “ficha cair” e pensando que, sei lá, os pais estavam brincando sobre o estado de saúde de Cathy. Quando ele encontrou a chave imaginei: pronto, agora além de sem coração ainda vai ficar alucinado com o carro e todos os presentes.

Só que a ficha caiu e, a cada novo recadinho que o menino abria, acho que foi impossível não se emocionar junto com ele.

E dali em diante foi um festival de lágrimas. Claro que Cathy não morreu, ela é a estrela da série… mas foi realmente muito lindo o encontro de Cathy com uma Marlene feliz que dançava polca!

Como bem disse o mesmo Guilherme, eu estava certo em apostar que deveria acreditar nos roteiristas da produção: Marlene precisou morrer para Cathy descobrir que devia se tratar e não ser uma pessoa conformada e que iria desfrutar dos momentos que restavam e estaria tudo bem.

Difícil imaginar como será, afinal o tchan da série é o humor negro, a forma como Cathy lidava com o câncer. E agora?

Resta esperar e agradecer, The Big C é uma das melhores surpresas de 2010.