Bolsonaro e… como se essa história de preconceito fosse uma grande novidade

2 de abril de 2011 2 Por Endrigo Annyston

Moramos num país preconceituoso e nem é preciso pensar muito para enumerar diversas provas disso.

Quantas senhorinhas daquelas super religiosas você conhece que ficam alarmadas por qualquer coisinha afirmando ser pecado isso e aquilo mas não perdem uma chance de julgar qualquer pessoa que seja por sua cor ou “opção sexual”?

Isso não é pecado, com certeza. Só preconceito, né?

Pessoas que tem empregada doméstica em casa e acham que ela é tipo um bicho que precisa comer num cantinho escondido e com pratos velhos, daqueles que os patrões não chegam perto. Usar o banheiro deles? Nunca. Elevador? Nada, escadas mesmo.

Sabe aquele pessoal que recolhe seu lixo? Pedreiros? Então, todo mundo depende deles e tem papel importante na sociedade, mas são tratados como qualquer coisa, menos seres humanos.

Aliás, um jornalista, pessoa estudada, mostrou na TV o que pensa sobre garis.

Outros usam o Twitter para mostrar seu repúdio ao beijo gay, obesidade ou qualquer coisinha que desde crianças conhecemos pois mesmo na escola os “coleguinhas” se atacam, colocam rótulos.

Sim, acho nojento o que esse deputado fez, mas insisto afirmar que no país em que a TV teve que completar  50 anos pra vermos um negro apresentando um Jornal Nacional ou pra uma negra protagonizar uma novela das oito, sinto em dizer, mas é muito normal.

Repudio, contudo, não me surpreendo.

E foi o povo que o elegeu, não foi? Então, nada mais justo, ele é um reflexo dessa nossa sociedade hipócrita.