Brasileiros e a revolução dos anônimos

20 de junho de 2010 0 Por Endrigo Annyston

Já tive o prazer de entrevistar a jornalista Neide Duarte, uma das apresentadoras do novo Brasileiros, e ela me disse:

A rua é fundamental, porque é a rua que vai te dar esse norte. Se você ficar preso no que foi pensado numa redação, aquilo pode não funcionar

Falávamos sobre um jornalismo mais próximo das pessoas, mais humano.

E é exatamente esse o foco de seu trabalho, hoje ainda mais explícito em uma produção simples e ao mesmo tempo tão envolvente, como Brasileiros.

Coincidentemente nesta semana terminei de ler o segundo volume de O Vendedor de Sonhos – A Revolução dos Anônimos.

Quem me segue sabe que sempre uso o slogan do Warner Channel, o “me faz sentir”. Isso quer dizer que de fato gosto do lado humano das produções que assisto, em minhas leituras ou em meu trabalho.

Veja bem, aqui neste espaço falo diretamente com você, leitor. Sem texto cheio de palavras difíceis, aqui nosso diálogo é claro e a aproximação entre nós explícita.

E eu fiz essa segunda leitura porque Augusto Cury me faz pensar em mim e nos outros.

Por exemplo: o personagem principal de O Vendedor de Sonhos é um milionário que abandonou toda a sua vida de riqueza e conquistas e virou um mendigo que ensina as pessoas que o mais importante não é o que o dinheiro traz, e sim o que se conquista com o coração, amizades sinceras.

Ele vende vírgulas, não pontos. Saca? O ponto coloca o fim, a vírgula dá a oportunidade de você parar, pensar, respirar.

Ou seja, um texto humano. E humano é o projeto Brasileiros, que coloca as pessoas comuns na TV para contar suas histórias.

Não me lembro com certeza, mas o teaser de Páginas da Vida dizia algo como “a vida de cada um de nós dá uma novela”.

Todos somos importantes, por isso o programa, por isso a importância do livro.

Para entendermos melhor o que quero dizer, uma frase retirada do Vendedor de Sonhos:

Os que vivem à margem dos holofotes da mídia, os trabalhadores anônimos que lutam para sobreviver, os profissionais de saúde que salvam vidas, os operários que manufaturam, os que removem entulhos são estrelas no teatro social. Mas, desprezando tais heróis, o sistema pinça seres humanos sem nenhum valor maior que eles e os fabrica como celebridades. Uma sociedade que despreza a massa de humanos e promove celebridades é emocionalmente infantil e doente

Achei um espetáculo!

Que possamos parar pra pensar em nós e no outro, e que possamos, acima de tudo, não nos julgar nem ao outro melhor ou pior. Com erros e acertos, somos todos iguais e filhos de um mesmo Pai.

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