Canal Viva comemora 1 ANO de sucesso reprisando o melhor da TV

*Por Wander Veroni

A idéia era um sonho de consumo entre os noveleiros de plantão e os saudosistas da TV aberta. Foi em meio a esse desejo que, no dia 18 de maio de 2010, nasceu o Canal Viva, da Globosat, que comemorou o seu primeiro aniversário esta semana. Especializado em reprisar o melhor do acervo de produções da TV Globo e do GNT – tendo também como opção de reprise, em horário alternativo, algumas atrações atuais como o Mais Você, Estrelas, Video Show e Caldeirão do Huck, o Viva está presente nas operadoras de TV Paga NET, SKY e Via Embratel.

Atualmente, é  o terceiro canal mais visto da TV Paga, só perdendo para o Discovery Kids e SportTV, principalmente no horário vespertino e no início da madrugada. Dentre as festividades de aniversário, estão as reprises dos programas Cassino do Chacrinha, Armação Ilimitada, Anos Dourados, Chico e Caetano e Esquenta. No site da emissora, é possível participar do joguinho virtual Memória Viva que testa os conhecimentos do telespectador sobre os programas e novelas já exibidos pelo canal.

Com um público qualificado e predominantemente feminino, o Viva alcançou, somente nos primeiros meses de atividade, a 16ª colocação entre os mais assistidos da TV paga brasileira, ainda que estivesse disponível em apenas 30% dos domicílios assinantes. O sucesso dele pode ser verificado nas cotas de patrocínio vendidas no primeiro mês de atividade, gerando uma receita de R$ 9 milhões aos cofres da Globosat.

Em entrevista ao jornalista Fernando Vanucci, da Rádio Jovem Pan, o gerente do Canal Viva, Fernando Schiavo, falou sobre o primeiro aniversário do canal. “Nós imaginávamos esse sucesso do Viva, principalmente por trabalharmos com acervo da TV Globo. Por ser um canal de memória afetiva do brasileiro nós já imaginávamos que a abrangência do Canal fosse acontecer de uma certa forma veloz…mas nós ficamos surpresos com essa velocidade nos três, quatro primeiros meses do Viva, que desde a estréia não sai do Top 20 dos canais mais assistidos da TV Paga…e isso, naturalmente, foi impulsionado pelas novelas”, comenta Schiavo. Para ver a entrevista completa, clique aqui.

Mesmo sendo contra ao atual modelo de ofertas de canais da TV Paga brasileira – que não dá liberdade ao telespectador de escolher quantos e quais os canais quer comprar para assistir, a proposta do Canal Viva logo de início interessou não só a mim que sou um entusiasta de TV, mas a muitas pessoas que estavam com saudade de bons programas que já passaram pela TV aberta. É muito comum encontrar alguém na padaria, no ponto de ônibus, no trabalho, na escola e nas redes sociais comentando sobre os momentos finais de Vale Tudo; as emoções de Anos Dourados, Rei do Gado ou Vamp; sem contar nas gargalhadas sempre garantidas com a Armação Ilimitada e Viva o Gordo. Com a decadência de criatividade de boa parte das atrações da TV, ver o Viva se tornou uma fusão de saudosismo e entusiasmo, no melhor estilo vale a pena ver de novo.

E este sucesso é  mais que merecido, apesar do horário ingrato de algumas atrações que são colocadas estrategicamente para não competir diretamente com a TV Globo. Creio que neste primeiro ano, o Viva também poderia abrir o leque para o jornalismo. Ao criar uma revista eletrônica diária – ou até mesmo um bloco informativo de curta duração dentro da grade de programação, que reprisasse algumas matérias do dia ou semana do departamento de jornalismo da TV Globo, GNT, Multishow e Globo News, focando também na dona de casa que quer se manter bem informada. Isso agregaria muito mais valor para a emissora e não descaracterizaria a proposta do canal de reprises. No mais, parabéns ao Canal Viva e aos profissionais envolvidos. Que venham mais e mais aniversários!
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*Autor: Wander Veroni, 26 anos, é jornalista pós-graduado em Rádio e TV, ambas formações pelo Uni-BH. É autor do blog Café com Notícias (http://cafecomnoticias.blogspot.com). Twitter: @wanderveroni / @cafecnoticias.

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