Canal Viva: um ano fazendo a alegria dos telespectadores nostálgicos

Temos um aniversário ilustre no ar! Tudo bem que a data em si tenha passado mas quem disse que aniversário só se comemora na data certa? O canal Viva, da TV paga está completando um ano no ar e o motivo pelo qual um canal que não tem seu sinal aberto seria tão importante é justamente o diferencial de sua programação. Não se trata de algo qualquer, mas sim de algo que mexe com a memória afetiva do seu público: é um canal que era o sonho de consumo de qualquer telemaníaco saudosista, que tivesse saudade dos grandes sucessos e de programas que há muito tempo fazem falta na TV aberta.

O canal Viva, da Globosat nasceu no dia 18 de maio de 2010 para reprisar o que há de melhor no acervo da TV Globo e do GNT, desde programas recentes em horários alternativos até atrações como o humorístico “Sai de Baixo” ou novelas como “Vale Tudo”. E se alguém pensa que reprise não faz sucesso, os números desmentem essa ideia: com poucos meses de vida o canal já estava nos top 20 dos mais assistidos da TV paga e de lá não saiu mais. Um sucesso que embora fosse imaginado pela alta cúpula, não julgavam que seria tão rápido, como declarou o gerente do Viva, Fernando Schiavo em entrevista para a Jovem Pan. Atualmente ele é o terceiro mais assistido perdendo apenas para o Discovery Kids e o SportTV. Isso tudo a despeito de qualidade técnica de produção, como é o caso de atrações que foram ao ar originalmente há mais de 20 anos.

Alguns chamaram o Viva de “Refugo de Luxo”, talvez outros possam crer como um Vale a Pena Ver de Novo ambulante, mas de modo algum esse é um rótulo negativo. Pelo contrário. Embora algumas de suas melhores atrações estejam sendo veiculadas em horários ingratos – afinal novelas indo ao ar a meia noite é algo triste – ele continua fazendo a alegria de quem sente falta das boas histórias e da qualidade. E ainda pretendem ir mais longe, já que no momento estão transmitindo atrações produzidas na década de 1980. Há pretensões de explorar conteúdos mais antigos, porém estes necessitam de mais ajustes para que estejam em condições: é preciso remasterizar o som, restaurar a qualidade de imagem o quanto for possível. Isso vai dar um pouco de trabalho, mas o fato é que ainda tem muita memória para rolar.

E que venha mais memória. Telespectador saudosista é o que não falta especialmente quando a ficção atual deixa tanto a desejar…

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* Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)

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