Capítulos mais ágeis e falta de bom senso marcam Salve Jorge

Bebês que não choram, fugas que nunca dão certo são alguns dos exemplos que podemos destacar dessa nova fase de Salve Jorge, que começou com a ida de Morena para a Turquia, onde achou que conseguiria um emprego, não o que realmente ocorreu. Desde o momento que Morena passou a acertar a sua ida ao país estrangeiro, a novela começou a dar mais espaço ao tema de tráfico humano, se tornando mais interessante e com menos “lenga-lenga”. Mas como tudo não é perfeito, algo estava saindo do contexto, o que seria incoerência de vários acontecimentos.

Lívia, a chefe da quadrilha que trafica as pessoas, ao dar uma carona estando com um bebê numa bolsa fechada, consegue o caminho todo que a criança não chorasse. Como isso? Já foi ouvido que é dada alguma substância para controlar o choro, só  que logo ao fim do trajeto o bebê chora e Lívia usa como desculpa ser o toque do celular. Outro caso foi quando um investigador entra em seu apartamento e durante todo o tempo que esteve lá, nenhuma manifestação. Pois  foi só o mesmo se retirar que aí o bebê começou a chorar. Licença poética tem limite.

Morena já na Turquia, tenta fugir inúmeras vezes e nunca consegue, sendo sempre capturada. Em vez de simplesmente entrar em algum estabelecimento e dizer algumas palavras, nem que seja em inglês implorando socorro, sai andando pela rua desgovernada. E assim acaba sempre pega. Jéssica, outra vítima do tráfico, ao incendiar o quarto onde ficava com outras mulheres traficadas, tentou fugir quando chegaram os bombeiros, mas deu de cara com o chefe que a mantém presa. E ai? Olhou pra ele e em vez de desviar e correr ou apontar ao bombeiro, se calou e ficou no local.

Glória Perez está tornando a novela interessante, que até dado momento demorou a conseguir esse efeito, só precisa estar atenta a resolução dos acontecimentos. Já temos fresco em mente o “compre um pen drive para Nina”, não precisamos de “quero um bebê como o da Lívia” ou “Morena lerda” vire um meme nos meses que a novela estará no ar.

* Guilherme Rodrigues



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