Carrossel versus intolerância religiosa

Ultimamente estamos vendo por aí uma onda de intolerância religiosa no nosso país. Nada parecido com o que acontece no oriente médio, mas preocupante para um país como o Brasil onde as várias religiões sempre se respeitaram ou pelo menos se toleraram. Mas vamos a Carrossel.

Há alguns capítulos me chamou muito a atenção a forma como Íris Abravanel e seus colaboradores lidaram com a questão religiosa. A avó do personagem judeu, Davi, estava muito mal no hospital e a turminha se uniu para ajudar o amiguinho. Aliás, essa amizade, essa cooperação sempre acontece entre eles o que por si só já é um bom exemplo, mas voltando ao assunto, a ajuda veio de uma forma interessante: Davi foi à Sinagoga encontrar com o rabino, falar de sua tristeza e fazer suas preces. Valéria, católica, reuniu-se na casa de Cirilo, evangélico, e junto com os pais do garoto oraram pela avó de Davi e por fim, depois, Cirilo, Mário, que não tem religião definida, e Valéria foram até uma igreja Católica onde rezaram pela senhora doente.

Tudo feito na mais perfeita harmonia e respeito um pela religião do outro. Carrossel mostra mais uma vez que não apenas diverte, mas que com exemplos claros e simples também educa.

A título de curiosidade: as preces foram ouvidas porque a avó do Davi conseguiu se recuperar e passa bem. Fico por aqui, um abraço a todos e até a próxima.

* Gilmar Moraes



5 comentários em “Carrossel versus intolerância religiosa”

  1. Beleza. Mas todo mundo ali faz parte do mesmo nicho de Moisés. Queria ver se fosse uma religião africana, como o candomblé, que é historicamente a mais odiada pelos religiosos judaico-cristãos. Aliás, em vários textos acadêmicos fica clara a construção social para desvirtuar os cultos de negros para, claramente, segregar a sociedade. Não se enganem com isso. É muito fácil falar de uma realidade que o Brasil não vive. Carrossel é uma fábula estrangeira, tem seus méritos ao tentar passar bons valores às crianças, mas o discurso ainda é falho. E quem quiser provar o contrário, mostre-me as fontes. Ah, e por ser um produto cultural e pertencente a uma TV com CONCESSÃO PÚBLICA, isso deveria sim ser discutido. O problema é que democracia nesse país é só usada como ideologia dominante. Platão já se queixava disso, mas o povo não aprende.

  2. Acho que isso acontece na vida das pessoas normais, não nos fanáticos religiosos. Entre meus vizinhos vejo as religiões conviverem harmoniosamente. O problema são os líderes religiosos que disseminam todo tipo de preconceito.
    Quanto à Carrossel, é um bom veículo para se dar bons exemplos para as crianças. Iris está fazendo uma boa adaptação.

  3. Carrossel não vai resolver os problemas do mundo, mas só destaquei porque achei interessante e achei que pelo menos é uma tentativa de mostrar que pode sim haver convivencia e há como o André disse, mas há sempre os mais exaltados que passam da conta. O anonimo que comentou tem razão em muitas coisas, mas só acho que esse não é o papel de Carrossel que faz até muito já pra uma simples novela. Abraços e obrigado pelos comentários de todos.

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