Carta aberta ao Sr. Manoel Carlos, o Maneco

Olá Maneco, aqui quem fala é um fã de seu trabalho. Sendo mais específico, te admiro há 20 anos, desde quando me envolvi com a história da Helena de Maitê Proença.

A partir daí passei por História de Amor, Por Amor, Mulheres Apaixonadas, Presença de Anita, Maysa e demais produções.

O fato de te admirar não impede que eu te critique, afinal, em qualquer relação é importante a sinceridade, ainda mais quando queremos o bem de outra pessoa.

Por isso afirmo que Páginas da Vida e Viver a Vida não foram seus melhores trabalhos, não tiveram toda a qualidade que estamos habituados.

Vimos talentos desperdiçados, histórias que poderiam render e ficaram devendo e uma direção que não combina com você – a de Jayme Monjardim, apesar de ter sido um acerto na minissérie que contou a história de Maysa, sua mãe.

No entanto, apesar disso, a sua essência ainda está ali, viva, criativa e mostrando personagens humanos, próximos de nosso dia a dia.

Nenhum outro autor conseguiu abordar temas sociais com tanta veracidade e criando tamanha mobilização. A questão da violência contra idosos, a Síndrome de Down, tetraplegia, câncer e, acima de tudo, o debate que o senhor colocou em pauta por conta do preconceito, desta vez através da Ingrid, um dos melhores personagens da carreira de Natália do Valle.



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