Cheias de Charme: O último voo da brabuleta

Desde as chamadas Cheias de Charme já demonstrava seu potencial de sucesso. Estreou e agradou logo de cara. A história das três Marias, três moças simples e batalhadoras, conquistou o Brasil. Cida, Penha e Rosário, cada uma com suas particularidades e muito bem defendidas por: Isabelle Drummond, Taís Araújo e Leandra Leal angariam muitos torcedores. Se não pelas três, torcia-se pelo menos por uma delas.

A novela inovou ao unir tv e internet. O primeiro clipe das Empreguetes foi lançando antes na web, mais precisamente no site da emissora. Foi também um show de musicais bem ao gosto popular. Trilha sonora composta por cantores do mundo real e pelos cantores personagens da novela, que se não cantavam tão bem assim cumpriram seu papel, pois nenhum deles tem carreira musical fora da trama. Deixando a parte técnica de lado o que importa é que músicas como Vida de Empreguete, Marias Brasileiras e o Melô da brabuleta grudaram como chiclete e serão difíceis de esquecer.

Cláudia Abreu mais uma vez arrasou com sua espetaculosa vilã Chayene que teve a seu lado grandes atores, que ajudaram a compor seu divertido núcleo. Destaque para Titina Medeiros com sua aloprada e divertida Socorro. Outro que fez um bom trabalho foi Ricardo Tozzi, que interpretou brilhantemente Inácio e Fabian. O ator soube diferenciá-los muito bem. Isso ficou nítido nas cenas em que os personagens passaram a aparecer juntos. Cenas essas que renderam momentos hilários.

Com um personagem menor, porém não menos importante destaque também para Daniel Dantas que interpretou naturalmente o gay Sidney que curiosamente não pode mais se lembrar de seu grande amor do passado, pois o mesmo fora contratado pela concorrente. Para não ser injusto o elenco todo foi muito bem escolhido e são vários os destaques, o que colaborou muito para o sucesso da obra que teve uma direção muito competente e o texto conduzido com maestria pelos iniciantes: Filipe Miguez e Izabel de Oliveira.

Sai de cena uma trama de sucesso, divertida, cheia de cor e de vida, que colocou em primeiro plano o entretenimento, mas que não deixou de tratar de assuntos sérios como o crime do colarinho branco e o tratamento dado às empregadas domésticas. Deixará saudades, mas é assim mesmo: tudo tem que acabar um dia. Faz-se o último voo da brabuleta. Amadinhos, fico por aqui, um chêro e até a próxima.

* por Gilmar JM

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*