CdC sai de cena acumulando vitórias e deixando uma dívida com o telespectador

O saldo é altamente positivo. Cheias de Charme é a maior audiência das 19h desde a exibição de Caras & Bocas, superando sucessos como Tititi, inclusive.

Ostenta, portanto, a tão almejada meta de 30 pontos desejada pela Globo.

É um resultado que catapulta a carreira dos iniciantes em voo solo Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, não apenas pelos altos índices e sim especialmente por terem contagiado o país com a trama das empreguetes e cia.

Isso porque não apenas a história central caiu no gosto do povo e sim o conjunto da obra. É uma vitória de audiência, texto, direção e elenco.

Soma-se a isso o fato de Cheias de Charme ter agradado por ser musical, sua repercussão é o sonho de consumo de quem produz Rebelde, Carrossel, Floribella, entre outras. Sonho de consumo porque não atingiu apenas um nicho, caiu na boca de todas as faixas etárias.

A produção deve celebrar, ainda, a questão social, afinal,  gerou debate na sociedade sobre a falta de respeito com que vivem parte das empregadas domésticas no Brasil, sem os mesmos direitos de demais trabalhadores.

Acertaram, ainda, na escalação do elenco. As protagonistas convenceram, a vilã fez sucesso pelas maldades e humor e, outro fator positivo para a coleção: duas histórias de amor passaram veracidade, a de Inácio e Rosário e Cida e Elano, quando muitas telenovelas não conseguem emplacar sequer um casal.

Bom, há quem julgue que três casais agradaram, mas eu, sinceramente, não engulo Penha e Sandro, é um retrocesso para as mulheres aceitarem um vagabundo como ele, tanto quanto Penha o engoliu. Não ajudava no sustento da casa e, pior, contribuiu negativamente para a educação do filho.

Eu destacaria, ainda, além de Filipe e Izabel, Denise Saraceni, Claudia Abreu, Taís Araújo, Leandra Leal, Isabelle Drumond, Ricardo Tozzi, Malu Galli, Humberto Carrão – me convenceu pela primeira vez enquanto ator -, Tato Gabus Mendes, Alexandra Richter, Aracy Balabanian, Daniel Dantas, Titina Medeiros e Gustavo Gasparini.

Diria, por fim, que essa novela, redondinha e com tão pouco tempo no ar – foram apenas cinco meses -, deixará saudade.

E e aí que entra a questão da dívida, destacada no título: Cheias de Charme não tem nem CD nem DVD das personagens, e deveria.

Assim como deveria ter um spin off, uma série de humor com o elenco principal e, mesmo que com poucas apresentações, Empreguetes, Chayene e Fabian deveriam sim fazer uma turnê pelo país.

Não é possível que um fenômeno midiático como CdC saia de cena apenas com o lançamento de um livro, o Diário de Cida.

O sentimento é o de quero mais, conquista de todos os responsáveis por essa que foi uma das melhores novelas já exibidas no país e, para os que vos fala, a melhor desde o fim de O Astro e A Vida da Gente, outras que também apostaram em formato mais curto e tiveram saldo positivo.

Se botar Cheias de Charme na vitrine… bom, as outras é que não estarão valendo nem 1,99!

O final? Que duvida… foi lindo de bunito! AMO reunião de elenco!!!

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