Coisas de novela…

4 de fevereiro de 2013 0 Por Endrigo Annyston

Hospital de novela é igual à casa da mãe Joana, pois diferente dos reais em que há horários determinados para visitas, tem que se identificar para entrar, nos das novelas se entra e sai na hora que bem entende sem precisar mostrar um documento sequer ou sem ao menos precisar dar satisfação aos atendentes. Um outro caso muito frequente nos hospitais fictícios é personagem que se disfarça de medico ou de enfermeiro para dar um empurrãozinho nos pacientes para que esses passem para o outro lado mais rápido. Tudo isso sem que ninguém é claro se dê conta de nada. Ainda na área da saúde os laboratórios também são vítimas, o que há de exames, principalmente de gravidez, falsificados não dá nem para fazer a conta. Também trocam exames na maior facilidade. Nesses locais também não existe algo chamado segurança.

Vamos agora para as cadeias. Para se visitar um preso é uma burocracia, aqui na vida real, em novela não: cadeia é igual hotel já que os detentos são visitados na hora que a visita quer e não na hora determinada e se passou da hora e os carcereiros não quiserem deixar entrar é fácil: basta bater um papinho com o delegado que está sempre de plantão para autorizar essas coisas. Das cadeias vamos para os prédios, esses ficam a Deus dará, porque é um tal de invadir apartamento em novela, ou seja, porteiro de novela é figura decorativa. E quando algum quer barrar a passagem ou não quer dar informações logo molham a mão dele e a informação é dada, a passagem é liberada. Não sei se os porteiros ficam muito satisfeitos com a forma em que quase sempre são retratados.

Por fim tem muito mais situações desse tipo que acontecem nas novelas, depois voltarei ao assunto, mas por hora quero finalizar com uma recorrente: já repararam que em novela se escolhe a hora de morrer? É  quase sempre assim: o personagem tem algo a dizer e ele geralmente espera quem tem que ouvir o que ele tem a dizer, quando a pessoa chega ele diz e morre. Ou para desespero geral da nação ele até espera a pessoa chegar, se despede, mas não conta o que tinha que contar e tem aqueles que  só esperam para se despedir mesmo. São coisas de novela que às vezes são tão absurdas que os próprios personagens falam: “Nossa fulano isso parece até coisa de novela”.  Fico por aqui, um abraço a todos e até a próxima.

* Gilmar Moraes