Com Pé na Cova Falabella comprova, de novo, uma teoria

8 de fevereiro de 2013 0 Por Endrigo Annyston

É consenso entre a maioria: Miguel Falabella é um ótimo autor. De séries.

Enquanto acumula fracassos ou tramas muito criticadas nas telenovelas, exatamente o contrário ocorre quando ele lança uma nova série.

Foi assim com Toma Lá, Dá Cá, A Vida Alheia e agora com Pé na Cova.

Curioso observar, nesse novo produto, a evolução dele enquanto autor e ator. Sua especialidade é lidar com pobres.

Em Sai de Baixo Caco Antibes odiava pobres. Em Toma Lá, Mario Jorge era um pobre com mania de rico. Já em PnC, Ruço é “pobre, pobre, pobre de marré-de-si” e tá bem satisfeito com sua situação, apesar de vibrar a cada nova morte.

Seja por conta da grana do funeral ou pelo que embolsam ao faturar em cima do falecido. Ontem tiraram até a identidade de Gisele, pra desespero da mãe da “moça”.

Mais curioso anda é concluir que os tipos que ele vive tentando em telenovelas só emplacam nesse tipo de produção. Só falta Falabella se conscientizar disso.

A grande sensação de Pé na Cova é, sem a menor sombra de dúvidas, a Darlene de Marília Pêra. Gente, eu vivi pra ver Pêra fazendo uma pobre que além de pobre é burra. Sensacional!

O que era a aula dessa criatura ontem sobre faróis do antigo egípcio que se bobear fica pertinho do Ceará? Do tempo do Martinho da Vila!

E o colar que a fulana ganhou na caixinha de maria mole? Fotinho pá rede social?

Ou Ruço dizendo que tinha até medo de pronunciar o nome de Preta? “Você que tá dizendo!”

Pé na Cova é um festival de pérolas, um texto inspiradíssimo, cheio de sacadas e bom humor. Até a abertura é sensacional, tudo joga a favor!

Por enquanto, a melhor estreia de 2013. Que tenha vida longa e que, Falabella, siga inspirado.

Fuuuuuuui… disque fuuuuuui!