Cordel Encantado: A novela que não passou de uma grande promessa

24 de setembro de 2011 0 Por Endrigo Annyston

De um lado eu tenho as expectativas que criei com as primeiras chamadas de Cordel somadas ao fato de que fiquei extasiado após a estreia: essa novela era um achado.

Ainda nessa perspectiva positiva, os atores fenomenais, o texto convidativo e fugindo do convencional e, o mais importante para a Globo: o fato de ter acertado ao produzir um folhetim diferente, a trama levantou a faixa das 18h, há um bom tempo bem mortinha.

Agora o lado ruim:

Cordel Encantado já foi escrita para ser curta, ou seja, isso e só isso basta para que não existam justificativas para o fato de as autoras mais uma vez criarem uma imensa barriga em suas histórias. Cordel ficou andando em voltas com mocinha e mocinho indo e vindo, sequestros e mais sequestros, Timóteo ora rei ora sei lá o que. E depois rei de novo.

Tipo, virou um samba do crioulo doido. O tipo de história realmente boa, mas para quem assiste uma vez por semana ou a cada 15 dias.

O telespectador mais crítico de telenovelas sabe que a história parou de andar em dado momento, o que foi realmente uma pena.

Portanto, Cordel é melhor que muitas novelas que foram exibidas nos últimos tempos, sem a menor sombra de dúvidas, ainda assim, insisto, não deixa de ser uma decepção.

É o meu sentimento agora que a história chegou ao fim.

Agora, depois de duas decepções – Cordel e Cama de Gato – devo dizer que Duca e Thelma estão sem créditos comigo.