CRÍTICA: Amor à paciência

9 de julho de 2013 4 Por Endrigo Annyston

O que houve com aquela novela que no primeiro mês apresentava agilidade, boas tiradas e ganchos que nos deixavam apreensivos para continuar assistindo? 
Amor à Vida ainda não está nem em sua metade e já demonstra desgaste e um marasmo que junto a diálogos que beiram a pieguice, se tornou quase insustentável.
Cenas que tinham tudo para serem emocionantes, acabaram sendo um mais do mesmo, seja pela direção, trilha mal escolhida ou até mesmo o texto que anda fraco, como foi o caso da cena em que Paloma (Paolla Oliveira) descobriu a verdade sobre Paulinha (Klara Castanho).Bordões que já cansaram. Se antigamente, o “é a treva” que uma personagem escrita pelo autor em Caras & Bocas era gostoso de ouvir e até repetir no adia a dia, “pelas contas do rosário” e “salguei a santa ceia” se tornaram insuportáveis. 
O imenso elenco também é outro problema, que só faz aumentar e no fim nenhum coadjuvante acaba tendo um bom destaque, exceto Valdirene (Tatá Werneck)e Márcia (Elisabeth Savalla), um dos bons destaques, mas que também estão com o problema da repetição de eventos: se continuar do jeito que está, vai faltar artista até o fim da produção pra Valdirene tentar dar o golpe da barriga.
O novo título podia ser também Amor à Polêmica. A novela é acusada de plágio, enfermeiros insatisfeitos com o modo que é mostrada a profissão, ex-chacrete que mente e vai parar em reality de outro canal e agora atriz que acerta raspar a cabeça para personagem e agora pensa em voltar atrás.
Talvez Walcyr nem pensasse o quão complicado seria sua estreia no horário das 9, mas é preciso pra ontem uma modificada na produção. Até onde consta, irá terminar em janeiro. Pelo amor à minha vida, se prosseguir desse modo, abandono o barco.
* Guilherme Rodrigues