A Cura: Uma das melhores séries nacionais da TV

15 de outubro de 2010 0 Por Endrigo Annyston

Olá amigos do Cena Aberta, estou aqui especialmente pra falar de uma das melhores séries nacionais já escritas e produzidas pela TV. Sim, falo de “A Cura”.

Definitivamente foi uma série que surpreendeu do início até o final, sem deixar a peteca cair. Texto perfeito, ritmo perfeito, elenco muito bem selecionado e afinado… não tem como apontar um defeito sequer em mais essa produção do genial João Emanuel Carneiro [alo Tiago Santiago, vê se aprende como faz uma história boa, hein?]

Muitos aspectos levaram “A Cura ” à um novo nível na teledramaturgia brasileira. O primeiro foi a temática espírita, já abordada por “Escrito nas Estrelas”, só que de um jeito muito mais instigante, mais profundo, explorando as curas mediúnicas. Outro fator foi a estrutura e a distribuição de capítulos/episódios da série; muita gente ficou surpresa com o formato, mesmo os telespectadores que já estão habituados ao formato das séries americanas por exemplo. E quem se acostumou com as novelas, então? Deve ter ficado totalmente perdido com os ganchos deixados entre um episódio e outro, fora o fato de ter que esperar uma semana pra ver o que acontece!

Falemos agora do elenco! E que elenco, montado na dosagem certa! Selton Mello como Dimas foi um achado, uma vez que nos acostumamos a vê-lo fazer papéis “esquistões” no cinema e nas ultimas participações dele em tv. Outra bola cheia foi a participação da Andeia Horta, ótima atriz que, pra variar, estava sendo subaproveitada na outra emissora… E o que dizer do Carmo Dalla Vechhia, absurdamente bizarro como o Silvério? Sensacional! O Caco Ciocler interpretando um tipo totalmente diferente do que ele costuma fazer, a Inês Peixoto, arrebentando logo de cara com a Edelweiss, o Juca de Oliveira como o Otto, enfim… como já dito, elenco afiadíssimo.

Outra característica marcante foi a dubiedade dos personagens, não dava pra matar de cara quem era “do bem” ou “do mal”, ao que a trama foi se desenvolvendo, os fatos e as reviravoltas foram meio que “moldando” o caráter de cada um deles. Agora amigos, o que dizer do último capítulo? O que se imaginava que seria a cereja do bolo, na verdade foi a ponta do iceberg, fantástico! Manteve todo o clima místico da série, juntando com toda a tensão dos ultimos episódios, simplesmente inacreditável!

Talvez a série até acabasse naquele ponto, com a Rosângela abrindo os olhos, que tava ótimo! Gosto de produções que surpreendem, fogem do óbvio do “final feliz”, mas é quase certo que vai rolar sim uma segunda, terceira e quantas temporadas for possível!

É João Emanuel Carneiro, você conseguiu de novo!

* do internauta Northon Farias