Dez anos do atentado de 11 de Setembro

10 de setembro de 2011 0 Por Endrigo Annyston

*Por Wander Veroni

Dia 11 de Setembro de 2011. Horrorizado, o mundo parou na frente da TV. Milhares de pessoas em todo o planeta puderam ver, ao vivo, duas aeronaves comerciais – com um total de 157 passageiros a bordo, se chocando nas duas torres gêmeas do maior prédio comercial do mundo, o World Trade Center, em Nova York. Mas o ataque também teve outros resquícios: um avião caiu em um campo na Pensilvânia e outro se chocou em uma das paredes do Pentágono. Ao todo, 2.977 pessoas morreram no maior atentado humanitário da história dos Estados Unidos (EUA).

As cenas são impressionantes e parecem ter sido inspiradas em filmes hollywoodianos de ação. Mas, o que poderia ter sido ficção, infelizmente faz parte da história do povo norte-americano e aflorou de vez a guerra contra o terrorismo. E foi justamente por conta desse atentado que os EUA resolveram enviar militares para os países do mundo árabe para enfraquecer o terrorismo, temendo novos ataques. No entanto, o saldo dessa guerra foi positivo por um lado, e bastante pessimista em outro. Houve um enfraquecimento da Al-Qaeda e a morte de Saddam Hussein e Osama bin Laden. As Guerras do Afeganistão e do Iraque – financiadas pelo governo e países aliados, fizeram explodir a dívida norte-americana, sendo um dos fatores responsáveis pela grave crise atual.

Em função dos dez anos do atentado terrorista, vários veículos de comunicação preparam especiais e reportagens para recontar detalhes dessa tragédia e, ao mesmo tempo, mostrar o que foi feito desde então para evitar novos atentados. Nesta última semana, o público viu uma verdadeira overdose de notícias relacionadas ao 11 de setembro. Com o intuito de mostrar o quanto a cobertura jornalística desse episódio foi complicada, o Portal Comunique-se entrevistou alguns jornalistas para eles relatarem como foi o trabalho naquela época. “O início foi caótico. Como explicar o que acontecia? Ninguém sabia exatamente. Quem seria o responsável? Quem assumiria a autoria? Qual a dimensão de tudo aquilo? Quando me avisaram que outro avião atingira o Pentágono, quase gritei: ‘Não é verdade, não pode ser’. Era (…) Lembro que à noite, andando pela Terceira Avenida, voltando para casa, vendo parte da cidade parada, deu uma tristeza imensa. Já em casa, sozinha, chorei muito”, conta a repórter da TV Globo, Zileide Silva. Para ver a matéria completa, clique aqui.

Mas, o que você  estava fazendo naquele dia? Você consegue se lembrar? Na época, eu tinha 16 anos. Havia chegado mais cedo da escola por conta das provas de final de trimestre e liguei a televisão. Lembro da vinheta do Plantão da Rede Globo, as imagens aterrorizantes sem narração. Mas também me lembro da Olga Bongiovanni, na época na Band, ancorando a cobertura do ocorrido antes de passar para o departamento de jornalismo. Naquela época, fiquei admirado como a Olga foi segura na transmissão e ficou por horas movimentando os repórteres e especialistas ao vivo.

Logo mais, a noite, também consigo lembrar da edição especial do Jornal Nacional, com uma escalada que conseguia resumir de forma bem explicada todo o terror daquele atentado. Lembro também da minha família e amigos comentando o ocorrido e todo mundo chocado com a fragilidade do governo norte-americano diante do atentado terrorista. Fiquei com a impressão, naquele dia, que fomos testemunha de um acontecimento histórico. Depois desse dia, o mundo nunca mais foi o mesmo.

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*Autor: Wander Veroni, 26 anos, é jornalista pós-graduado em Rádio e TV e especializado em mídias sociais. É autor do blog Café com Notícias (http://cafecomnoticias.blogspot.com). Twitter: @wanderveroni / @cafecnoticias.