A difícil missão de se fazer TV no Brasil

Já sabemos que os novelistas andam com crise de criatividade, é notável.

Mas o caso não se limita a isso: muitas histórias ou são resumidas ou simplesmente não acontecem por conta da classificação indicativa.

Crianças não podem quase nada e o que é permitido não condiz com a realidade das ruas.

Veja bem; a Globo vai censurar a abertura de Mulheres de Areia, sendo que a mesma história já foi exibida no Vale a Pena Ver de Novo sem maiores problemas, assim como Tieta.

Se em teoria evoluímos, como entender algo assim?

Ora, as crianças podem ver esse tipo de situação quando quiserem na internet. É livre.

O que eu quero colocar, na verdade, é que limitam a dramaturgia enquanto no jornalismo tudo é permitido, em qualquer horário.

Semana passada mesmo o Mais Você exibia uma matéria de crianças que participaram de um bacanal e ainda usaram como desculpa o fato de os postos de saúde darem camisinhas, ou seja, se dão é pra usar.

É aquela velha história dos pais que proíbem os filhos de tudo e nem desconfiam que são bem vividos e matam aula para gandaiar.

Adianta proibir na tela da TV quando essa não é a realidade?

Quer dizer, proíbem em uma história mas está ali nos telejornais. Não consigo encontrar a diferença.

Está aí mais um significado para o título da novela das 19h: mordem mas ao mesmo tempo assopram.

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