Downtown Abbey: Proibido para quem não terminou a segunda temporada!

15 de março de 2013 4 Por Endrigo Annyston

Agora sim, vou me acabar nos spoilers comendando essa grandiosa produção do jeito que ela merece.

Não gostei de Mary nos primeiros episódios. A moça se sentia melhor que os outros, superior a Mathew, um pretendente que logo de cara cativa os telespectadores da série.

Íntegro, honesto, trabalhador. Curioso, aliás, ele ser motivo de chacota exatamente por gostar de trabalhar! Mas Mary espezinhava.

Como dizem, amor e ódio caminham juntos e o tempo se encarregou de fazer a cabeça dela mudar a respeito do primo. Aos poucos foi se encantando mas fazia o tipo “morde e assopra”, o que fez com que ele desistisse.

Ora, ela estava segurando o cara pra ter certeza que ele ficaria com o dinheiro? Era o que parecia, entretanto, pra gente, essa já não era a realidade. Mary estava na dele, só não tinha certeza.

Nós sabíamos, ele não. E seguiu sua vida.

Bastou pra essa irritação inicial que Mary causou caísse por terra. Eu já estava super torcendo pelos dois e, caraca, demorou duas temporadas para rolar.

E a Edith? Desprezada pela própria família. Eu realmente não senti raiva quando ela escreveu a carta denunciando a irmã. Mas, confesso, adorei quando Mary se vingou dizendo que ela chamava seu pretendente de velho!

Curioso, aliás, é Edith ser a rejeitada quando, na verdade, acho Sybil a mais sem sal das irmãs. Sinceramente acredito que poderiam tornar a história dela mais atrativa.

É a irmã “prafrentex”, mas isso só na visão da família. Mary é muito a frente da irmã e, Cora, idem. Pra época em que a história se passa, é corajosa. Dá opiniões dentro de casa, chega a contrariar o marido e a sogra e, bom, ainda tem o caso do turco, né?

Apoiou Mary, disse à Violet que faria de novo e, anos depois, conseguiu colocar o marido a par do acontecido. Isso depois de ter superado uma pequena crise no casamento.

Assim como Mathew, Robert é um homem admirável. Mesmo quando pensei que ele iria “nos trair” – somos da família, né? -, não caiu em tentação, não totalmente.

E o que são Violet e Isobel? A segunda, extremamente corajosa por também denunciar todo mundo. A primeira, bom, prima Violet é um achado. É impossível tentar adivinhar o que vai sair de sua boca.

Quando você acha que estará contra, é a favor. E vice-versa.

Eu tive um orgasmo televisivo quando ela perguntou se Richard Carlisle prometeria que nunca mais iriam se ver.

E os criados? Ora, impossível não torcer para Anna e Bates na mesma intensidade de Mary e Mathew. Que mulher adorável e admirável essa Anna!

Assim como Carson e Hughes. Apesar de “durões”.

William, Patmore e Daisy são os adoráveis trapalhões da cozinha, enquanto Thomas e O´Brien são babado, confusão e gritaria.

Aliás, entendi claramente o motivo de William morrer e não Thomas. O segundo ajuda a movimentar a história, tanto que voltou para a casa dos Crawley.

E a morte te William também contribuiu para o crescimento de Daisy.

O episódio de Natal, o último que vi, teve desfechos interessantes e ganchos pra lá de instigantes.

Robert vai aceitar o neto? Mary e Mathew realmente irão se casar? Ela ficará falada? E Bates? Ficará preso ou conseguirão provar sua inocência?

O que me deprime é saber das baixas do elenco, mas para o quarto ano da série. Acredito que os roteiristas terão que rebolar para manter a história atraente, mesmo sem parte importante do elenco.

Sei, apesar disso, que estão na terceira temporada e, essa, farei o possível para assistir com calma para não pirar na espera dos novos episódios.

A conferir.