E assim, a internet vai engolindo a televisão

Como jornalista sempre li, conforme cada nova mídia surgia, previsões sobre a extinção de outras. É assim desde sempre e vimos, em meio a tudo isso, os principais alvos – jornais e rádios – sobrevivendo a cada nova invenção.

No entanto, estamos assistindo de camarote a uma queda brutal da audiência televisiva e, coincidência ou não, esse tema é tratado exatamente na semana em que cheguei em meu limite com as emissoras de TV de nosso país.

É muita falta de respeito, profissionalismo e, especialmente, fica visível o deficit de pessoas capacitadas para ocupar os cargos de gerenciadores de uma TV.

Tudo isso também coincide com minha revolta com a TV paga, que também tem abusado da paciência dos assinantes.

Alguns exemplos:

– Universal Channel interrompeu por um ano a exibição dos inéditos da segunda temporada de Greek;

– House e The Good Wife, também no Universal, foram interrompidas diversas vezes e a última foi a pior delas: Good Wife já foi totalmente exibida nos EUA e ainda assim deram uma pausa de um mês;

– Sony mudou o dia de exibição do American Idol para os finais de semana e em uma total falta de respeito com telespectadores de três produções, o canal jogou 90210 e Melrose Place para as tardes de sábado e o reality nas “vagas” das produções;

Dentre outras coisas. Isso na TV paga, na aberta nem preciso comentar.

Enquanto as emissoras tratam seus telespectadores como lixo ao invés de oferecer um serviço melhor para seu público, cada vez mais casas passam a contar com um provedor de internet. Depois disso é um passo para descobrir que muita coisa pode ser assistida online com vantagens fenomenais: sem intervalos comerciais, sem falta de respeito e o melhor de tudo, bem antes da TV convencional.

Quem sai perdendo?

As TV´s, que perdem público e, com eles, o mais importante para se manterem: a publicidade.

Estamos na era em que nós montamos nossa grade programação e onde o slogan do recém chegado Viva faz e muito sentido nesse atual momento: é tudo do nosso jeito.

Hasta la vista, baby!

* por Endrigo Annyston


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