E a chuva, cadê?

Eu não me lembro de ter vivido algo semelhante. Aliás, me recordo sim de um período da minha infância onde as pessoas faziam novenas pedindo por chuva.

Mas eu era pequeno e, portanto, a lembrança é bem vaga.

Hoje é notícia que em algumas localidades as pessoas estão se reunindo para rezar por chuva.

Ao mesmo tempo, frequentemente surgem informações de lugares onde muitos estão morrendo por conta de chuva.

Eu não consigo entender a lógica. Uns com tanto, outros com nada?

Não adianta limpar, lavar, secar, nada. Em questão de minutos tudo está sujo e empoeirado. O mato está secando. Os rios, represas, idem.

Logo surgem os anúncios informando sobre a necessidade de economizar água.

Em Campinas, cidade da minha região, o período de seca já é o segundo maior registrado. Ou seja, faz sentido o fato de eu não me lembrar de outro momento assim.

E o meu receio é ficar pior. Volta e meia a previsão do tempo indica chuva, ou pancadas. Mas não vejo o menor sinal de água.

Ano passado choveu tanto, tanto. O ano inteiro. Agora o povo lá de cima parece estar em greve.

É culpa do homem? É culpa “nossa” o fato de estarmos em pleno inverno e vivendo dias tão quentes?

Mas se essa culpa for do homem e o homem não está nem aí, então a tendência é ficar pior?

Volto a usar a frase de Regina Duarte: eu tenho medo.



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