Enquanto apresentadores lutam pra dar certo na TV aberta Astrid faz diferença no GNT

6 de outubro de 2011 0 Por Endrigo Annyston

Ano passado muitos lamentaram o fim do Happy Hour, um dos melhores programas da TV paga.

Em 2011 Astrid Fontenelle voltou ao ar com um novo formato de atração, o Chegadas e Partidas, contando histórias colhidas em um aeroporto.
Mas não vamos pensar que é fácil assim encontrá-las, nem todo mundo tem interesse em compartilhar ou, de repente, certos fatos não são tão interessantes a ponto de ganhar abordagem televisiva. Fosse simples assim Astrid não passaria dias e dias atrás de pessoas e suas histórias.

Ontem a atração estreou nova temporada, antes do previsto. O motivo? Sucesso.

É raridade um programa nacional exibido em canal fechado virar tema de praticamente todas as colunas de Tv e, mais que isso, figurar toda semana entre os assuntos mais comentados do Twitter, além, obviamente, de ter se tornado uma das maiores audiências do GNT. Não é errado dizer que é o maior acerto dessa nova fase do canal.

O diferencial? A abordagem.

Muitos programas de TV fazem chorar por chorar, apenas por exibir a desgraça alheia por horas e horas na programação.

O Chegadas e Partidas também emociona, mas é um tipo de choro que nos coloca pra pensar. Nos outros e na gente também, tipo uma reavaliação semanal de nossas vidas, de nossa função social.

Ontem, por exemplo, fiquei boquiaberto com uma das entrevistadas e sua batalha com o marido cujos dias de vida estão contados. E ela estava ali, falando de seu amor por ele.

Impossível não se sentir tocado.

E um detalhe importante do C&P foi ressaltado por alguém no Twitter e rettwitado por Astrid: outra atração teria corrido atrás do marido, que estava ali no aeroporto. Astrid não fez isso.

Enquanto muitos se estapeiam por uma vaga na Globo, Record, SBT ou demais canais abertos, Astrid Fontenelle venceu por seus méritos e o de sua equipe na TV fechada, acabando com esse mito de que é preciso estar na Globo para dar certo e conquistar a atenção do público.

Basta ser bom!