Enquanto o mundo for assim sempre haverá jornalistas urubus e seu publico

Bom, eu agora faço parte da sociedade protetora dos urubus e vou defender os urubus.

Penso que essa ave é muito injustiçada pela sociedade e tem gente que fala em hipocrisia. Pois bem. Mas como seria o mundo sem os urubus???

Penso que o preconceito ao urubu é o mesmo que se tem contra lixeiros que do alto de suas vassouras precisam recolher em suas insignificâncias e repugnância.

O fato é que a sociedade parece querer fechar os olhos para uma realidade evidente: o mundo está longe de ser flores!

Se existe o tal jornalismo urubu sua razão de ser é porque há fatos nesse sentido a serem relatados. Urubus não sobreviveriam sem carniças,não é mesmo??

As pessoas falam tanto em qualidade, mas esse é um termo abstrato. O que é qualidade afinal??? Não é a característica de um certo produto, pra bem ou pra mal???

Um bandido pode ter qualidade excepcional pra ser…bandido!

Sinceramente não gosto muito do Datena, por seu jeito rechonchudo, marrento tipo ninguém manda em mim e falo o que eu quero doa a quem doer.

Mas é o tipo de “urubu” que mesmo sendo demagogo faz o seu trabalho urubu de cobrar as autoridades responsaveis pela produção de carniças.

Não é questão de gosto, nem de escolha. É questão de obrigação. Gostaria que o mundo tivesse menos carniças e mais perfumes. Mas o fato é que o mundo é assim. E enquanto assim for o mundo sempre haverá jornalistas “urubus” e terão seu público. Não desejaria que fosse assim. Mas também não desejaria jogar pra debaixo do tapete uma realidade que é evidente.

Ah sim, os pombos são aves bonitas, mas produzem sujeiras e doenças muito mais que os urubus.


* do internauta Ary


8 comentários em “Enquanto o mundo for assim sempre haverá jornalistas urubus e seu publico”

  1. Desculpa Ary,mas é questão de escolha,SIM.
    Sei que tem gente morrendo,sendo esfaqueada,decapitada,seuestrada,ameaçada,estuprada,vingada,odiada,deformada e outros fins,mas querer ver e se 'envolver',é outra coisa.
    Prefiro apenas saber e não me envolver.Será mesmo obrigação ter que parar em frente a TV,liga-la e dizer,'tem gente morta hoje e muita violência,tenha que assistir Datena de cabo a rabo porque é a realidade,se não fizer estarei sendo hipócrita,tenho que assistir se não sou demagogo e desfiguro a verdade da sociedade'!Que nada Ary!Não sou obrigado!Lógico,tem quem goste,mas é ESCOLHA.Quem gosta não assisti para 'ser realista ou para entender quão injusto o mundo é'.Quem assiti é porque é curioso,desocupado ou mal amado.Não assisto esse tipo porque não ter vontade,por não achar correto e nem por isso acho que a Copa do Brasil é legal e o mundo é bonito.Sei que pessoas sofrem e nem por isso preciso assistir a esse tipo de jornalismo(sic).

    Só uma pergunta Ary:nunca o vi defender os urubus enquanto a Band era detonada por apostar neste tipo de noticiário(sic)…Me fez pensar:defendes a espécie Coragyps atratus ou a Record?

  2. L.,acho que fui mal interpretado. Não quis dizer que as pessoas tem obrigação de ver esse tipo de jronalismo, muito menos se envolver. Eu sou um defensor do livre arbítrio, e as pessoas vêem o que acharem melhor para si.

    Eu acho que é obrigação das emissoras mostrarem esse lado da cidade, porque de alguma forma serve para alertar as autoridades públicas.

    Eu sempre tive essa opinião, como a manifestei no PV, sobre a classificação indicativa e devidamente registrada aqui no CENA. No caso do Datena, me manifestei agora porque foi tema da coluna PV.

  3. Eu concordo que exista urubus na tv, serve com denúncia, protesto e cobrança das autoridades. E é como o Ary falou, isso existe porque o mundo é uma grande urubuzagem. Mas concordo também que a tv não pode ser um meio usado com a prioridade de urubuzar. A televisão é algo que ja faz parte da vida dos brasileiros e os acompanham durante quase todas as horas do dia. Imagine só: as pessoas vendo desgraça todo santo dia, isso cansa, entristece, dá indigestão, gastura. Não é um tipo de coisa agradável que você possa chamar toda a família para ver junto com você. Portanto, a urubuzagem deve existir, mas com moderação, e sem estar como prioridade.

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