Enquanto tentam fazer uma revolução no amor um simples cordel encanta!

As duas últimas estreias televisivas no segmento telenovela, cada uma a sua forma, são uma prova de fogo para os canais que a produzem.

De um lado o SBT relatando um período difícil e chocante da história do país tentando chamar a atenção do telespectador através da tortura que serve de fundo para as histórias que o autor Tiago Santiago quer contar em sua segunda experiência no canal.

Do outro a Globo com uma trama que eu diria misturar elementos de Hoje é Dia de Maria e Que Rei Sou Eu? e obviamente não digo aqui que seja um remake, cópia ou algo assim, mas permitem essa comparação. Ou seja, um desafio, o tal do “fazer diferente” pra fugir do “mais do mesmo”.

A questão é que quando tentamos cruzar essas duas novelas as diferenças são grotescas. Sabe como?

Cordel Encantado é tão boa que até parece mentira. Disse no Twitter que é como ganhar na Mega Sena. Tipo, durante anos criticamos as telenovelas atuais e, de repente, somos presenteados com algo tão bom.

É uma soma de um texto excelente, fotografia e direção impecáveis onde até em um elenco onde frágeis atores são encontrados ninguém compromete o resultado final.

E exatamente o contrário acontece em Amor e Revolução: o texto é aquele sofrível de sempre de Tiago Santiago somado a um elenco que, combinemos, não passa a bravura necessária aos militares que estão praticando tortura e os que sofrem também não convencem com suas dores. Ou seja, um problema também de direção.

Cabe dizer que não é um mérito global, ou seja, algo perfeito no chamado “conjunto da obra” é algo difícil de encontrar até por ali, mas um acerto como Cordel, uma novela extremamente elogiada pela crítica e que tem feito a alegria dos telespectadores no Twitter, pode sim servir de base para Santiago.

A história que ele optou por escrever é rica em conteúdo, mas precisa ser bem contada.

Que Santa Clara permita que nossos autores se inspirem tanto quando Duca Rachid e Thelma Guedes, o brasileiro sabe fazer, só precisa querer.

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