Escrito nas Estrelas: sem luto ou nostalgia

*por Emanuelle Najjar

Admito que não estou exatamente familiarizada com a trama. Não que eu não assistisse “Escrito nas Estrelas”, mas devo dizer que a frequência não seria a comum. Na verdade, eu acompanhava mais pela internet ou pelos intervalos comerciais, pois eu mesma já nem fazia questão. A TV estava ligada, mas a trama não atraia mais minha atenção.

Mas como novelas terminam, achei por bem sentar a buzanfa no sofá e assistir. A ocasião simplesmente exigia algum caráter especial.

Merecia, mas eu me arrependi profundamente.

Quando a trama de Elizabeth Jhin estreou parecia interessante. Com o passar do tempo, fui deixando de lado. Algo surpreendente tendo em vista que, mesmo não gostando da falecida “Tempos Modernos”, eu ainda assisti o suficiente para me manter informada.

Não há grandes explicações, mas enfim… me mantive informada o quanto pude e assisti o final. Não valeu a pena.

Fuga do Gilmar (Alexandre Nero) pegando Viviane (Nathalia Dill) de refém, indo super direto ao assunto… tá, era só não fazer muitas perguntas e até dava pra engolir. Reencontro entre Viviane e Daniel (Jayme Matarazzo) foi tão curto e chocho… não era pra ser uma ocasião especial? O sofrimento do Ricardo (Humberto Martins) rendeu pouco. Um tiquinho mais de lágrima não faria mal a ninguém.

E convenhamos: Gilmar e o ataque de tubarão?? Não foi nada forçado, hein?

Talvez a autora tenha optado por cenas ágeis na reta final… algo pouco mais fluido, limitando os acontecimentos ao essencial já que telespectador costuma reclamar do excesso de informação durante a última semana de uma história… porém lamento dizer que foi um dos piores finais de novela que já assisti.
Talvez isso tenha muito de gosto pessoal, mais por critério subjetivo que por uma análise de fatores, mas enfim…

Uma vez eu escrevi sobre “Escritos nas Estrelas” ser um oásis para o telespectador. Sobre a leveza da trama, sobre não apelar para velhos clichês duvidosos para certo tipo de público (leia-se sensualidade), e também sua simplicidade. Que sim, poderia ser um “mais do mesmo” e seus personagens serem terrivelmente estereotipados, mas ainda assim conseguia atrair público por tais aspectos.

Agora, lamento dizer que fiquei pelo meio do caminho, sem o desejo de voltar a assistir, ou aquele sentimento de luto pela palavra “fim” escrita na última cena.

Para alguém que gosta de assistir novelas, esse realmente é um panorama triste.  



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