#Esquenta: A alegria, o orgulho e a sobrevida

Ano passado, quando li que Regina Casé teria um programa aos domingos, não duvidei de sua capacidade como comunicadora, mas não acreditei que uma atração sua poderia ser um sucesso em meio a tanta porcaria a apelação que permeia os dominicais. É tipo concorrência injusta.

No entanto, com o Esquenta encerrando temporada, as vitórias são muitas.

O programa não apenas foi líder de audiência, fez bem mais que isso: provou que sim, é possível fazer um programa de auditório popular sem ser popularesco e, especialmente, colocou as ditas “minorias” como protagonistas de sua história.

Regina até brincava que ali tinha cota… cota para brancos!

O Esquenta, aliás, foi um dos poucos programas da TV que abriu espaço para as “minorias” sem que tivesse sido por alguma desgraça ou pra chorar as pintangas pedindo uma casa nova, a famosa exploração da desgraça alheia por audiência. Estavam ali simplesmente porque merecem estar, como todos os outros que frequentam os demais programas televisivos.

Regina mesclou um pouco de Almoço com as Estrelas, Chacrinha e cia, resultando em sua própria feijoada televisiva. O Esquenta teve de um tudo se alternando entre cultura e entretenimento da melhor qualidade.

Mas não termina deixando saudade porque o sucesso é tanto que vem ai uma nova temporada durante as festas do meio do ano. Ou seja, logo ali!

Regina merece e, mais que isso: nós p-r-e-c-i-s-a-m-o-s de algo tão bom na TV!

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*