#Esquenta é tipo uma feijoada na TV brasileira

Logo de cara, quando vi a estreia do Esquenta, pensei que fosse uma nova tentativa de a Globo produzir um novo Samba, Pagode & Cia. Mas não é isso.

Já vi muitos comentários contra no Twitter, mas por puro preconceito por ser uma atração bem povão mas no sentido de conseguir agregar todos os tipos de telespectadores – e eu acho que é essa a intenção de qualquer produção que não seja segmentada.

A diferença do Esquenta é que é feita por pessoas inteligentes.

É mais que uma “roda de samba”, onde as pessoas poderiam se reunir para falar abobrinhas e cantarolar.

Muita coisa acontece ali. No último programa, por exemplo, um papo sobre o preconceito durante as “duras” policiais; Leandra Leal falando sobre o carnaval e o avô; o trabalho de Lázaro Ramos enquanto negro que venceu na TV e até como isso repercute em Angola; o samba gracioso e bonito de Quitéria Chagas.

E Nelson Freitas e Maria Clara Gueiros relembrando um sucesso do Zorra Total? Adorável!

É muita coisa!

Ainda teve direito a um concurso despretensioso sobre o melhor bumbum… tipo, entretenimento puro e saudável!

Insisto: o Esquenta p-r-e-c-i-s-a ser mais que um projeto de verão porque é uma das melhores coisas que aconteceram atualmente na TV brasileira.

Regina Casé é o que há!

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