Essa Oprah eu desconhecia

24 de novembro de 2011 0 Por Endrigo Annyston

Eu conheci o ponto alto da carreira de Oprah, quando ela já era considerada a maior apresentadora do mundo, uma das mulheres mais influentes e também a mulher negra na lista da Forbes como uma das mais ricas.

Desconhecia, portanto, seu lado sujinho.

E nem falo de ter feito programas – diferente dos televisionados – enquanto adolescente, por ter engravidado renegando a criança, por todos os problemas familiares e amorosos, incluindo o fato de dizerem que seu casamento com Stedman é falso e que na verdade ela é lésbica e tem um caso de décadas com sua melhor amiga.

Isso tudo aí é problema dela e esses fatos se repetem com muita gente que conhecemos. Ninguém é perfeito.

A minha surpresa vem do início de sua carreira televisiva.

Durante muitos anos ouvi apresentadoras brasileiras como Luciana Gimenez e Marcia Goldshmidt dizendo que queriam ser a Oprah brasileira e eu, como muitos, tirei sarro, mas por desconhecimento de causa.

Digo isso porque o que elas fizeram e fazem durante suas carreiras, esse lixo cheio de sensacionalismo e baixaria, é na verdade o que a maior apresentadora do mundo fez durante muitos anos. E foi criticada pela imprensa por isso, assim como ocorre aqui no Brasil.

Mas ela evoluiu, buscou novos caminhos, diferente das citadas. Portanto, é até possível que elas sejam nossas Oprahs, mas aquela do início, da década de oitenta e início dos anos 90.

Aquela Oprah que conseguiu derrubar o talk show mais famoso do mercado no momento, mas com meios nada elogiáveis.

Sorte que ela mudou, né?

Também achei curioso essa personagem que, como muitos famosos tipo Michael Jackson, ela criou.

E a eterna luta contra a balança? Tem uma capa da Vogue com ela em que está inacreditavelmente magra. Até demais.

Os micos colecionados ao sonhar ser a melhor atriz do mundo ou nas obras assistenciais extremamente divulgadas.

Pô, a mulher não se contenta em ser somente um ícone da televisão? Precisa ser tudo ao mesmo tempo?

Tudo isso me fez admirá-la ainda mais, tem uma bagagem extremamente interessante, tudo contribuiu para torná-la única. E insubstituível.

Todas querem ser Oprah mas ela domina essa arte como ninguém.

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