Eu não sei o que é pior!

24 de julho de 2010 0 Por Endrigo Annyston

Conforme vamos acompanhando o desdobramento do “caso Rafael Mascarenhas” fico me perguntando o que é pior.

Claro, a dor maior fica por conta de familiares e amigos que perderam alguém tão jovem e aparentemente tão especial, como dizem.

Aí vem o depoimento do funileiro. Pai e irmão do rapaz que atropelou Rafael levaram o carro de madrugada para uma funilaria com o objetivo de “dar um tapa” no automóvel.

No mesmo depoimento, a informação que o pai desistiu desse “tapa” por volta de 10h30, ou seja, no momento em que começou a pipocar na mídia a informação de que quem havia sido atropelado era filho de uma famosa. E o resultado é que a situação iria começar a feder para o lado deles.

Na sequência – depois de desistirem de dar um jeito no carro – os responsáveis se entregam e ficamos sabendo que os policias cobraram 10 mil reais para liberar os assassinos, mesmo diante de um carro destruído.

No Happy Hour, ontem, Astrid disse que é famoso no Rio de Janeiro a polícia cobrar “qualquer dez reais” para deixar tudo quieto.

Tem a família que tentou acobertar o filho responsável pela morte de um jovem – e ele já tinha fugido sem prestar qualquer auxílio.

Ah, e o carro era adaptado para correr, o que faz total sentido com a tese de que estavam sim fazendo um racha.

O que é pior nisso tudo?

Depois tem gente que enche a boca para dizer que a corrupção do Brasil se limita a Brasília, a “terra da pizza”.

Não, a corrupção está em nosso dia a dia, na casa de nossos vizinhos, amigos.

E se a sociedade está assim é por (ir)responsabilidade de muitos pais, como esse citado, que não ensinam aos filhos o que é ser correto, ter valor.

Repito o que já disse essa semana: não dá vontade de chorar e sim de fugir.

Ah, por fim, que “sorte” ter sido o filho de uma famosa, hein? Não fosse assim provavelmente terminaria em pizza.