Fátima estreia com programa morno e sem novidades

Parecia um programa qualquer e não uma estreia. Sabe quando, após um tempo no ar, reina a calmaria e não existe mais aquela vontade de fisgar o telespectador?

O problema, no caso, é ter que correr atrás do prejuízo depois.

O que eu imaginava aconteceu: o Encontro estreou a partir de um sonho comum, não um grandioso daqueles que acordamos lamentando não ser a realidade.

Uma estreia repleta de mais do mesmo. Quando Fátima Bernardes insistia em resumir sua atração como uma “conversa” comecei a nutrir um medo, o receio de que se resumisse a isso.

Por mais que diversos temas fossem abordados, tudo terminava em conversa. Debate.

É possível enxergar diversos formatos ali, já exibidos na Globo e em outros canais.

Eu senti falta, nesse primeiro dia, de jornalismo. Imaginei que seria um dos pilares do Encontro.

William Bonner entrou ao vivo, direto da reunião de pauta do Jornal Nacional, e pouco se aproveitou. Parecia a entrada de Fátima ontem, no Faustão.

Poderiam ter gerado, ao menos, um “Globo Notícia” direto do principal telejornal do país.

Cabe dizer, no entanto, que se trata de uma estreia e, portanto, não vimos o todo. O que vi, no entanto, não empolga como deveria.

É um programa limpo, classudo, inteligente, entretanto, não tem pegada. Ter Fátima Bernardes, cheia de carisma, não é suficiente para segurar a atenção do telespectador com um programa morno como o que foi apresentado.

É bom? É, mas precisa melhorar. E muito.

Especialmente porque, acredito, todo mundo esperava muito mais da “Fátima que nunca vimos”.

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