A Fazenda: o marasmo, a pimenta e a falta de gosto.

23 de julho de 2011 0 Por Endrigo Annyston

Antes de mais nada acho justo informar a você o seguinte fato: eu detesto realities shows. Não todos – palavra de quem dá uma olhadinha no Ídolos de vez em quando -, mas como a primeira coisa que vem em mente quando pensamos no assunto é Big Brother Brasil ou A Fazenda, devo dizer que passo longe deste tipo de programa até o dia em que essa pauta foi lançada em nossa típica reunião de pauta.

Ok, lá fui eu para a internet assistir a estreia da quarta temporada. Uma hora e sei lá quantos minutos com um elenco anunciado com grandes possibilidades de ser explosivo, ainda mais tendo em vista a presença de Monique Evans. Admito que não posso falar sobre esse tema porque conheço pouquíssima gente. Talvez meu repertório de subcelebridades não seja tão grande ou eu não os reconheça mais devido ao passar dos anos. Nomes como Renata Banhara são familiares para mim, mas não quer dizer lá grande coisa.

Rolos podem acontecer, e para o bem da Record é bom que realmente aconteçam porque por mais que possamos falar da qualidade chula da programação das emissoras de TV aberta, barracos ainda dão ibope o bastante para que tais programas se mantenham no ar. E o público de reality é cruel de forma aberta. Não dá para esperar grandes inovações por mais que certos itens de seu formato sejam promissores no que diga respeito a interação. De minha parte, seja pela falta do gosto ou pela desesperança mesmo, espero o puro mais do mesmo com os complementos possíveis: muita dose de marasmo, um toquezinho de pimenta. Mas o mais provável é que eu não vá saber disso: gosto é fogo.

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* Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)