A Fazenda se perde por edição e não pela saída de Tico

Muitos críticos de TV e telespectadores tem colocado a culpa no tom morno e sem sal dessa última semana de “A Fazenda 3” por conta da saída de Tico Santa Cruz, músico que tocou o terror ao comprar uma briga que nem era dele e ficou gritando aos quatros cantos X9 e Judas ao ator Dudu Pelizzari.

Mas, o que tem matado o programa não são as ausências dos participantes polêmicos, mas sim a edição dispersa que não consegue pasar a “guerra fria” que rola entre as equipes.

Quando os participantes polêmicos como Tico, Monique e Geyse estavam no programa era notório pelo “ao vivo” do R7 o quanto os editores não sabiam para qual lado correr, uma vez que os bafões eram muitos e, praticamente, aconteciam ao mesmo tempo.

Com a saída de Tico, a “guerra fria” (e psicológica) se instalou na fazenda sob a liderança de dois pólos: Carrasco e Viola. Na contramão, estão Nanny e Sérgio Mallandro que já sinalizam jogadas individuais, enquanto os outros participantes temem ser eliminados por não terem tanta fama quanto os adversários.

Todo esse babado é quase imperceptível para o público que só acompanha a edição na TV aberta. É uma pena ver que a Record está jogando no lixo a melhor edição até hoje de “A Fazenda” por não ter bons editores, nem roteiristas.

Hoje de manhã, ao ler a crítica do jornalista Maurício Stycer no UOL (http://bit.ly/ck0bjC) vi que não estava achando isso sozinho. Pelo fato da violência e dos barracos serem o grande trunfo da Record nos últimos tempos, a equipe do programa acha que só as brigas são capazes de chamar a atenção do público, o que não é verdade.

A historinha gerada por esse tipo de reality show – quando bem arquitetada e produzida, é sempre muito mais interessante. Casos amorosos e intrigas são os condimentos, e não ingrediente principal. Não concordo que o programa perdeu a graça por causa da saída de Tico. O músico é um arrogante de carteirinha que acha que violência se combate com mais violência. Fora a filosofia de buteco barato que ninguém agüenta!

Poupe-me! O público tirou Tico para ele parar de achar que é a última Coca-Cola do deserto…rs. Não tiro a razão do músico de ficar revoltado, mas ele perdeu pontos com o público quando acreditou que por meio do bullyng e da falta de educação poderia virar o jogo. E não virou, graças a Deus.

Pelo fato da Record nesta temporada esta mais atenta as redes sociais, espero que eles reflitam sobre as várias críticas que o programa vem sofrendo por causa da edição mal feita que não consegue ligar os vários acontecimentos da Casa para criar uma boa novelinha ao reality. Ainda dá tempo de mudar, Bispos: basta boa vontade!

* do internauta Wander Veroni


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *