(fdp): Afinal, a Final (1×13)

23 de novembro de 2012 0 Por Endrigo Annyston

O que eu realmente não esperava aconteceu. Além de um episódio muito bom, com tudo incrivelmente bem dosado, os roteiristas ainda me terminam a temporada com um gancho “filho da puta” para uma 2ª temporada. Se antes esperava com um certo receio que a HBO encomendasse mais episódios a Pródigo Films, agora estou vestindo a camisa da série, e até fazendo campanha, se for necessário, para que isso aconteça.

Argumento, direção, edição, e principalmente elenco, muito bem afiado até os momentos finais, com um grande destaque a Eucir de Souza que soube levar formidavelmente seu Juarez, e para Paulo Tiefenthaler que teve o tempo certo de Carvalhosa.

A partida do episódio foi muito bem construída, as posições de câmera e corte estavam excelentes, e olha que cheguei a reclamar das partidas em episódios anteriores, onde elas quebravam muito o clima. Aqui soube dar a tensão necessária para sabermos a decisão de Juarez sobre a chantagem que recebeu do russo do Palermo.

Manuela esperava uma mudança do ex-marido e com o Palermo ganhando no instante final, e com um “gol” do próprio juiz, sua relação degringolou de vez, já que ela sabia da chantagem. Parece que Rui pode sair ganhando no campo do amor da bióloga.

Souberam mascarar o outro chantageado, acreditei que fosse o Lúcio, mas caíram mesmo para Carvalhosa, o que era até óbvio. E o que foi Neri Nelson todo sadomasoquista na cama? Bizarro.

Gilda nunca me agradou e sempre achei um “toque feminino” totalmente sem sal a série, mas neste episódio ela e Paiva estavam pegando fogo enquanto comentavam o jogo. Enquanto isso, Serjão e Vitória fizeram figuração.

Guzmán querendo sexo com Rosali durante o jogo não foi tão engraçado, mas ela soube deixar o “maridón” maluco.

Uma coisa interessante a se notar foram as transições de cenas. A cada mudança víamos TV e outros dispositivos mostrando a partida em lugares clássicos de torcedores fiéis como ponto de táxi, botecos, borracharias, barraca de feirantes… Só uma pena um dos times na final da Libertadores não ter sido brasileiro, porque aí a decisão de Juarez seria filha da puta.

Danilo Artimos
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