Felicidade: Final bonito para um folhetim inesquecível de Manoel Carlos

Felicidade: Final bonito para um folhetim inesquecível de Manoel Carlos

4 de julho de 2013 7 Por Endrigo Annyston

Terminou ontem a reprise da novela Felicidade, no Canal Viva. Um folhetim que sempre quis rever, aquele lance de memória afetiva.

Felicidade foi a primeira trama de Maneco que assisti e foi paixão a primeira vista. A partir dali ele foi preparando terreno para se firmar como meu autor favorito de telenovelas.

De lá pra cá me apaixonei por História de Amor, Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas e, mesmo com diversos problemas, Páginas da Vida e Viver a Vida, além de suas deliciosas e inesquecíveis minisséries Presença de Anita e Maysa, Quando Fala o Coração.

É um autor que sempre vale ser revisto. Nunca perdi uma reprise, seja na Globo ou no Viva.

E Felicidade tem uma coisa especial. Acho que é a melhor interpretação da carreira de Maitê Proença, tem a sempre marcante e inesquecível presença de Ariclê Perez, as adoráveis crianças Tatiane Goulart e Eduardo Caldas, a deliciosa Laura Cardoso, Tony Ramos fazendo um mocinho depois daquela coisa asquerosa que foi o Edu de Rainha da Sucata, além de Herson Capri, Edney Giovenazzi, Monique Curi, Othon Bastos, Esther Góes e grande elenco.

E, claro, Vivianne Pasmanter, com sua estreia arrasadora em telenovelas. Desde então ela fez diversas vilãs, mas Débora é o embrião de todas elas. Arrasa!

Fiquei feliz – me lembrava de pouca coisa – por mesmo sem poder andar ela seguir vilã, com aquele olhar fuzilador. Acho uma bobagem essa história de vilão ficando bonzinho no final, tem que manter a essência, pagar por seus pecados, mas ter aquele arzinho de vilania. E Felicidade terminou assim, com todos felizes e Débora ali, a espreita, esperando pra dar o bote.

Não gostei do final de Ametista. Caraca gente, aquele Xerxes irritou do inicio ao fim do folhetim e ela morre? Fala sério!

Felicidade é um marco especialmente por conta das crianças. Se a faixa das 19h é dedicada ao humor, havia um tempo em que a Globo apostava nas crianças no início de noite. Felicidade, Sonho Meu, Era Uma Vez e algumas outras fizeram sucesso por ali, formato que hoje a Globo abandonou e o SBT nada de braçadas, uma pena.

E é substituída em grande estilo: remake de Anjo Mau, de Maria Adelaide Amaral, um arraso Glória Pires como Nice, não dá pra perder!

Detalhe: Felicidade é a maior audiência da atualidade no Viva, merecidamente!