Internet e TV: uma nova forma de interação

*por Emanuelle Najjar

Televisão sempre foi a diversão de muita gente. Tanto por qualidade e méritos próprios quanto por ser a opção mais barata de lazer constante. Mas aí surgiu a Internet que começou a mudar as coisas, de início não sendo mais que uma fonte alternativa de informação. Agora, alguns anos depois a rede mundial de computadores está fazendo um verdadeira revolução no modo como acompanhamos nossa querida babá eletrônica.

Você  um dia chegou a pensar que não precisaria simplesmente estar a dispor das emissoras para assistir seu programa preferido? Imagine, não ter de se submeter a horários e grades inconstantes, ou poder assistir somente aquilo que quer. Um sonho, não é mesmo?

Pois é  isso o que está acontecendo e não tanto por vontade própria das emissoras.

Lembro de quando começou o YouTube, em como fiquei feliz por ter a chance de reviver minhas memórias dos programas que mais gostava durante a infância, algo que julguei não ser possível. E a partir dali muita coisa mudou: clipes, programas exibidos em emissoras de outros países não tão próximos culturalmente, programas que não conseguimos assistir ontem e que estão ao nosso dispor, como se apenas estivesse nos esperando. E hoje não somente o YouTube no jogo, e sim muitos outros sites e adeptos.

Apesar do lucro não ser tão visível e desejado quanto os números de audiência, a internet proporciona o prolongamento do assunto, a propagação do comentário por muito mais tempo. Ela cria memória, o que é um benefício muito valorizado por qualquer alta cúpula de emissora que se preze. Algumas até já entenderam isso e aos poucos estão atendendo a nova demanda, oferecendo vídeos e até mesmo programas na íntegra.

Claro, isso não vai tirar a fábrica de sonhos do ar. Apenas a prolonga, modifica o modo como influi nas nossas vidas. Uma troca, já que somos nós que a pautamos de certa forma.

Sim, nós pautamos a programação. Esqueça um pouco as velhas ideias sobre boicote, ou emissoras acusadas de alienação e corrupção do público. Pense: somos nós, público que escolhemos, embora de outra forma.

Se antes não nos fazíamos ouvir com tanta facilidade, nem nos sentíamos representados por não sermos parte da audiência massiva, agora ganhamos identidade e espaço para nos manifestarmos, e assim orientando as emissoras para seus negócios e influenciando a programação, embora não necessariamente causando revoluções. Afinal é preciso um pouco mais que um CALA BOCA *insira qualquer nome de famoso aqui* para causar mais que o efeito de uma piada agressiva.

É, televisão. Você que se cuide. Nós mudamos, e você também mudará por nós.    

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* Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)


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